quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

CLAUDIO VICENTIN, jornalismo bem feito e sério.

Claudio Vicentin é Jornalista e editor da maior revista especializada em Heavy Metal no Brasil, a Roadie Crew, além de ter trazido a revista Total Guitar para o Brasil. Mesmo com toda correria do seu trabalho, ele cedeu um pouco do seu tempo para responder a Arte Condenada e falar um pouco de sua vida e do seu trabalho.
Vamos ao papo !

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: arquivo pessoal.

1 - Quem era o Claudio Vicentin antes de se tornar Editor da Roadie Crew?
Era um jogador de futebol dos 9 anos aos 22 chegando ao profissional do Palmeiras na era Parmalat. Um fã de Metal desde os 10 anos de idade e que entre 18 e 22 anos tocou bateria na banda Cicatrix.

2 - Seria tão prazeroso fazer Jornalismo se ao mesmo tempo não exercesse sua profissão com o tipo de música que você gosta?
Não! Apenas fiz jornalismo e a Roadie Crew por paixão pelo Heavy Metal e todas as suas vertentes. Caso contrário estaria fazendo outra coisa, mas mesmo assim acredito que relacionado com o Rock em geral.

3 - Em tempos em que a mídia impressa vem perdendo força no mercado, como você analisa o trabalho da Roadie Crew hoje?
Não existe perda de mercado por conta do digital. Existe perda por conta de crise econômica e ética no país. O mercado digital entre o universo de assinantes das revistas representa uma % pequena em relação aos assinantes da revista física. Há anos escuto esse assunto e há anos seguimos em frente com a mesma força, assim como os jornais e outras revistas que fazem um trabalho sério e de conteúdo exclusivo. O que você lê na Roadie Crew é texto bem feito e sério. Nada apelativo ou engraçado. Nada que você vai achar em outro lugar.

4 – Muitas revistas faliram ou migraram para internet. Ainda que a Roadie Crew também possua um site, a força de divulgação está nesse veículo ou a mídia impressa ainda fala mais alto?
As pessoas veem outras revistas pararem de ser rodadas e acham que o problema é a Internet. É fácil falar isso para quem fracassa. Mas esquecem de olhar para o próprio umbigo. Onde eu errei? Meus textos eram bons? A qualidade geral era boa? Tinha uma linha editorial adequada? A internet está aí para interagir com o físico e não para lutar contra o físico. Falam a mesma coisa dos CDs, mas eles estão aí sendo lançados aos montes. Por que? Porque existe milhares de fãs que querem qualidade de áudio, querem ler a letra da música, querem saber todas as informações da obra. Ou seja, elas querem o produto e não o serviço (streaming).

"O que você lê na Roadie Crew é texto bem feito e sério. Nada apelativo ou engraçado. 
Nada que você vai achar em outro lugar."

Edição recente da Roadie Crew.
5 – Diante das diversas entrevistas e coberturas que você já tenha feito, poderia nos dizer qual foi aquela que você mais tenha gostado e aquela pelo qual tenha sido uma decepção?
Bruce Dickinson em 1998. Ele veio para o Brasil divulgar o álbum The Chemical Wedding. Era o começo da Roadie Crew nas bancas e ficamos em uma sala cara a cara para a entrevista exclusiva e foi impactante para aquele momento. O conheci naquele momento e posteriormente todos do Iron Maiden quando lançaram o Brave New World. Existe muitas outras lembranças ótimas e ruins. Ruins porque é chato quando você vai entrevistas alguém e percebe que a pessoa não está em boa vibração, dá respostas curtas, está bêbado ou simplesmente pelo fato de ser para o Brasil não mostra interesse.

6 – Já teve que entrevistar algum artista do qual não tenha nenhuma admiração musical?
Vários!

7 – Uma mídia depende daquilo que está acontecendo no mercado, sendo assim, de artistas que estejam ativos. Analisando de uns anos para cá, nós temos vistos muitos deles que faleceram, Bandas que estão acabando ou praticamente em final de carreira, e ao meu ver, uma renovação pífia em relação ao que tínhamos antes. Enquanto editor de uma revista, você que isso pode ser uma dor de cabeça futura ou acredita que ainda pode acontecer uma renovação?
Não concordo com o fato de bandas dos anos 70 estarem acabando e que não existe bandas boas para manter a roda girando. Você pode idolatrar o Iron Maiden, o Black Sabbath, o Aerosmith, Mötley Crüe, Motörhead, seja lá que for o resto da sua vida. Mas não existe uma regra que idolatrando essas bandas você não possa escutar e se tornar fã de bandas que aparecem a todo o momento. Basta realmente se interessar e escutar. Quem coloca isso tem preguiça de buscar algo novo.

Com Rod Smallwood, manager do Iron Maiden.
8 – Falando nisso, tenho visto que a Roadie Crew tem feito algumas edições especiais. Essas edições também não seria um reflexo de um público que não tem se interessado muito pelo que é novo?
Exatamente o que eu coloquei acima! Você não deixa de dar importância e idolatrar as bandas dos anos 70 e 80. Essas bandas criaram nosso universo do Metal. Lógico que o apelo à elas é enorme ainda e as pessoas querem ler sobre essas bandas. Mas continuamos a dar capas para bandas como Lamb of God, Krisiun, Amon Amarth, Arch Enemy e teremos cada vez mais bandas mais novas em nossas capas. Isso acontecerá de forma natural.

Kerry King com a Roadie Crew em mãos.
9 – Acredito que as vezes seja cobrado de você um apoio ao Metal nacional por fazer parte de uma revista que fala sobre o estilo. Será que o público teria interesse em consumir a revista se colocasse uma banda Brasileira, que não fosse um Sepultura ou Angra, na capa ou tendo grande destaque na revista? Você acha que aquele fã de Metal Brasileiro talvez seja a pessoa que geralmente consome fanzines e que o leitor da Roadie Crew seja alguém mais interessado no que se faz lá fora?
O leitor da Roadie Crew se interessa com o que acontece aqui e lá fora. Temos hoje uma seção chamada Cenário lotada de bandas nacionais. Fazemos constantemente entrevistas com as bandas nacionais e seções como Blind Ear, Playlist, Profile. Nós demos a primeira capa de revista para o Krisiun, Korzus, Torture Squad, projeto Hamlet, etc. Infelizmente aquelas que mais pedem isso são aqueles que falam por falar e na hora de comprar a revista desaparece. E o mais importante. Não somos nós que damos uma capa. Se a banda, seja nacional ou internacional, através de sua música, ganhe relevância, somos obrigados a destacar essa banda na capa.

Andreas Kissser e a Roadie Crew em mãos.
10 – Poderia citar uma lista de 5 discos preferidos e nos dizer qual a vertente musical que você mais admira e aquela que você não curte?
Iron Maiden – The Number of the Beast
Metallica – Ride The Lightning
Killswitch Engage - The End of Heartache
Pink Floyd – Medley
Slayer - Seasons in the Abyss
Amanhã poderia estar falando outros 5 totalmente diferentes.
Caminho dentro do universo chamado Heavy Metal – Classic Rock, Progressivo, Blues.

11 – Como você enxerga o futuro do Jornalismo e da música no futuro?
Não sei.

12 – Deixe seu recado final para os leitores do Arte Condenada.
Obrigado Luis pelo convite e continue a divulgar bom conteúdo! Aos fãs de música, escutem muitas bandas, tenha opinião própria e leiam bastante (seja revista, livro, jornal). A leitura nos engrandece, nos educa e nos traz conhecimento.

Com o Angra no Dynamo Open Air na Holanda.






terça-feira, 26 de dezembro de 2017

HOLOCAUSTO, em guerra pelo Metal.

Entre tantas Bandas da maravilhosa cena extrema mineira dos anos 80, o Holocausto era uma das que se destacava com o seu aclamado “War Metal” e um Death Metal poderoso no disco “Campo de Extermínio”. Coloquei o papo em dia com Valério e Armando, que me contaram um pouco sobre a trajetória e os planos futuros do Holocausto.

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

O Holocausto nos dias atuais.


1 – Tenho visto que o Holocausto tem feito shows pelo Brasil. Além desses shows esporádicos, existe alguma possibilidade de uma futura turnê?

Armando: o Holocausto, vem ao longo do tempo em processos contínuos de melhoria em todos os aspectos da banda dentro do propósito e do estilo War Metal, assim estamos abertos a possíveis oportunidades de mostrarmos nosso trabalho pelo Mundo.

Valério: no momento estamos em negociação com produtores dos USA, para uma turnê no mês de setembro de 2018. Por enquanto não é oficial, mas as negociações estão indo bem.

2 – E quanto a um disco novo? Parece que o último foi “De volta ao Front” e isso já tem bastante tempo

Valério: o De Volta ao Front foi gravado em 2005 e lançado pela Cogumelo Records em 2006. Em 2008 a banda encerrou temporariamente suas atividades, e só retornou em 2015.
Em 2016 gravamos o War Metal Massacre, pelo selo norte americano Nuclear War Now. Os primeiros 100 lps/picture foram lançados no dia 4 de novembro de 2016, no Nuclear War Now Fest V, em Berlim. O Holocausto se apresentou nesse festival no dia seguinte ao lançamento. O War Metal Massacre foi lançado nos USA e Europa nos formatos vinil, picture, cd e fita k7. São 6 músicas: Massacre (demo 85), Destruição Nuclear e Escarro Napalm (Warfare Noise, 86) e Eu Sou a Guerra, Corpo Seco/Mão Morta, e War Metal Massacre (2016). Todas as 6 músicas foram gravadas em Belo Horizonte, no Engenho Studio do André Cabelo (guitarrista do Chakal), com a formação original de 1985: Rodrigo (vocal líder), Anderson (baixo e backing vocal), Nédson (bateria) e eu (guitarra).
O próximo disco DIÁRIO DE GUERRA terá a 3ª e última pré-produção em 2018, e será com a formação clássica, ou seja, a mesma do CAMPO DE EXTERMÍNIO: Rodrigo (vocal líder), Anderson (baixo e backing vocal), Armando (bateria) e eu (guitarra).

Holocausto na época da coletânea "Warfare Noise"".
 3 – O Holocausto sempre foi rotulado de “War Metal” e sendo assim, muitas vezes o grupo foi taxado de nazista. Hoje, onde a intolerância parece maior do que quando vocês começaram (1985), ainda acontece isso?

Anderson: bom, o estilo War Metal tem na sua temática a guerra, portanto está ligada a todo o tipo de guerra no mundo. Sobre a questão nazismo, ainda há algumas pessoas que ainda pensam que o Holocausto é uma banda nazista, talvez seja por falta de conhecimento ou preguiça de pesquisar ou até mesmo raciocinar. Usamos a temática nazismo para um álbum assim como artistas fazem filmes de guerra sobre a segunda guerra mundial e não são vistos como nazistas, é apenas um trabalho artístico.

4 – Vocês surgiram com o lançamento da clássica e histórica coletânea “Warfare Noise” que também contava com Sarcofago, Mutilator e Chakal. Como é que pintou essa participação e quais são suas lembranças dessa época?

Valério: o “culpado” de nossa participação foi o Vladimir Korg do Chakal. Naquele ano, Chakal e Holocausto ensaiavam juntos numa loja no bairro Alípio de Melo. Então quando surgiu a seleção das bandas para gravarem a demo pela Cogumelo, o Korg nos indicou para o casal João e Patti. Gravamos a MASSACRE, e fomos oficializados para gravar a WARFARE NOISE. As lembranças são as melhores possíveis, o relacionamento com os caras do Chakal era 100% sincero, sempre estávamos juntos, tanto nos finais de tarde de segunda a sexta; na porta da Cogumelo, como nos finais de semana, no METTALIC SPACE BAR (Alípio de Melo). No bar rolava apenas Metal, o casal Wanda e Balão (baterista do Mayhem e The Mist ) eram os donos do bar. Nesse bar, integrantes de outras bandas também marcavam ponto. Os “meninos” do Sepultura, do Mutilator, do Megathrash, etc. Quando rolavam os shows de outras bandas, todos se encontravam no local.

5 – Considero o Metal mineiro como o “berço do Metal extremo Brasileiro”. Você concordaria ou não com essa minha definição?

Armando: concordamos com esta definição, mas respeitamos muito o movimento nos demais estados, onde nasceram bandas muito boas, tais como; Ratos de Porão, Krisiun,  Dorsal Atlântica, entre várias outras do metal extremo.

6 – Após o lançamento do primeiro e clássico álbum “Campo de Extermínio”, o grupo lançou outros trabalhos e se enveredou por outras sonoridades. Foi uma experiência válida na época ou hoje essa fase acabou não sendo reconhecida onde somente o primeiro disco parece ser o mais lembrado?

Valério: a banda passou por várias mudanças na sua formação, após o CAMPO DE EXTERMÍNIO e isso comprometeu o estilo original da banda. Acredito que todas as experiências são válidas. Com as mudanças de sonoridade, a banda pode ter conseguido atingir outro perfil de público, pode ter também não agradado ao público que já se sentia identificado com nosso War Metal. Mas definitivamente nosso público maior está conectado com a banda, quando fazemos o War Metal brutal da coletânea WARFARE NOISE, e do CAMPO DE EXTERMÍNIO.  

7 – Sendo uma banda de “War Metal” criada em 1985, ainda é possível se manter musicalmente relevante e com essa temática no cenário de hoje? Se sim, qual seria a batalha a ser travada?

Anderson: hoje ainda mais que naquele tempo, pois na atualidade  há muito mais guerras praticamente em todos os continentes, portanto estamos bem atualizados nessa temática.


Holocausto ao vivo.
8 – Considerações finais.

Valério: o Holocausto agradece ao Luis responsável pelo blog ARTE CONDENADA.
Aproveita para comunicar que a formação clássica, que gravou o CAMPO de EXTERMÍNIO, está de volta. Fizemos o resgate do baterista Armandinho Nuclear Soldier ; ex Leprous/Sarcófago (Warfare Noise), e ex Mutilator (Into the Stranges).
Com essa formação tocamos em novembro no BRAZILIAN RITUAL com BLASPHEMY, GOATPENIS e SEX THRASH, aqui em BH. Tocaremos dia 16 de dezembro também em BH, na Molduraria Bonfim, situada na rua onde essa mesma formação ensaiava 30 anos atrás, e onde todas as músicas do CAMPO de EXTERMÍNIO foram criadas. Esperamos em 2018 fazer a 3ª e última pré-produção do álbum DIÁRIO DE GUERRA. Deixamos aqui nosso FELIZ METAL aos leitores do blog ARTE CONDENADA, e agradecemos pelo apoio recebido ao longo de 2017. Vistam suas fardas, em 2018 o Holocausto estará nas trincheiras, apresentando nosso WAR METAL, e queremos você como aliado.



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

LACERATED AND CARBONIZED, direto do hell de janeiro.

Na época em que eu tocava em uma banda e estava pelas estradas da vida, em quase por todos os lugares que eu passava, eu via alguém usando uma camisa do Lacerated and Carbonized. Naturalmente eu fiquei curioso e fui conferir o som daqueles meninos, sim, daqueles meninos pois a primeira vez que eu vi uma foto do grupo percebi que era formada por integrantes bem jovens, porém, com uma mentalidade profissional e uma postura de quem estava na estrada há muito tempo. O reconhecimento deles não veio à toa e estão aí para mostrar que o que fazem é para se apreciar, seja você um fã de Metal extremo ou não.
Bati um papo com Paulo Doc, baixista da banda, que nos contou um pouco sobre a história do Lacerated and Carbonized.
Vamos ao papo !

Entrevista por Luis Carlos


1 – O Lacerated and carbonized tem feito muitos shows com turnês por vários continentes. Conte-nos como tem sido essa gig?

Somos uma banda com filosofia à moda antiga neste sentido. Por mais relevantes que sejam as mídias sociais e a comunicação do artista na internet hoje em dia, ainda acreditamos que nada se compara à estrada. Sair, tocar e levar seu trabalho ao vivo para o maior número de pessoas possível, ter aquele contato olho no olho com o fã, mostrar para o público que você bota pra fuder de verdade e não é apenas um produto artificial fabricado em estúdio... para nós é algo incomparável. É a nossa essência enquanto banda e é o que dá sentido a tudo. E estamos satisfeitos porque a cada turnê sentimos uma resposta melhor do público, vemos na prática que a reputação da banda se expandiu e nossa estrutura tem crescido sensivelmente.

  
2 – Sobre isso, conte-nos sobre o que aconteceu com o Victor (Mendonça, baterista) durante a turnê sul-americana. Parece que uma turnê foi cancelada por conta disso.

Exatamente. Estávamos iniciando a Nacohell South American Tour 2017, que duraria mais de três meses e seria a nossa maior turnê até então. Tudo estava correndo muito bem, tínhamos tido shows memoráveis até que chegamos a La Paz, na Bolívia. Por conta da enorme altitude da cidade, todos nós estávamos nos sentimos muito mal logo quando aterrisamos no aeroporto. Estávamos no hotel descansando antes do show e o Victor teve o azar de desmaiar quando ia ao banheiro.

(Foto por Felipe Eregion)
Ele perdeu os sentidos e caiu com a cabeça direto no chão. Fora o corte que abriu na hora, Victor se sentia muito mal com náuseas e dores insuportáveis. Na raça, ele ainda tocou naquela noite e em mais quatro shows, mas seu quadro só piorava ao invés de melhorar. Foi quando decidimos que ele tinha que investigar o ocorrido mais a fundo e visitamos uma clínica médica quando estávamos em Arequipa (Peru). A tomografia constatou uma hemorragia na região frontal do cérebro que exigiu repouso absoluto, sob risco de consequências graves. Nesse momento optamos por cancelar o restante da tour, pois a saúde de Victor está em primeiro lugar.

A lesão foi muito séria e ele está até hoje proibido de fazer maiores esforços físicos (tocar bateria, inclusive). Entretanto, sua alta está prevista para o ano que vem e não vemos a hora de tê-lo novamente conosco com a brutalidade de sempre.


 3 – E porque na turnê Europeia vocês tocaram com o Marvin, baterista do No trauma ? parece que para futuros shows novamente contarão com outro baterista convidado.

Como a tour europeia já estava agendada antes do acidente, optamos por mantê-la. A princípio tocaríamos com um baterista dinamarquês, mas ele cancelou sua participação com pouco menos de três semanas para a tour por problemas de ordem particular. Foi aí que fizemos o convite ao Marvin.

Ele toca um estilo diferente do nosso, mas sabíamos do seu talento como baterista e que ele seria capaz de ocupar bem o posto. Com pouquíssimo tempo, o cara deu tudo de si nos ensaios e cumpriu perfeitamente seu papel. Somos muito gratos ao Marvin e particularmente fico feliz vendo ele cada vez mais integrado ao Death Metal em outros trabalhos.

Recentemente estivemos no Nordeste para duas datas e quem esteve conosco foi o grande Sandro Moreira (Rebaelliun). Enquanto Victor não estiver disponível teremos outros bateristas conosco para datas pontuais.


4 – Quase em todos os lugares que eu passei, e não foram poucos, inclusive fora do Brasil, eu encontrava alguém com a camisa do Lacerated. Vocês focam bastante na questão de divulgação e publicidade do nome do grupo?

Temos sim uma preocupação em manter o nome da banda em evidência com o marketing, mas, como disse, eu atribuo este fato também à nossa presença física tocando em diversos lugares ao longo dos anos. Tentamos manter um alto padrão em tudo que envolve nosso trabalho e essa boa aceitação é fruto disso.


Paulo Doc (foto por Pia Heibach)
 5 – Fale-nos sobre os clipes. Parece que mais recente se chama “Hell de janeiro”.

Sim, o último clipe é da faixa Hell de Janeiro, do nosso último álbum ‘Narcohell’. Ele foi gravado na favela Santa Marta, cenário perfeito para o que é descrito na letra (em português). Buscamos um vídeo visceral para essa faixa que é uma das mais diretas da banda e o resultado agradou muito. O vídeo ajudou a alçar a música a uma condição especial na nossa carreira, pois ela tem sido a mais pedida nos shows.

Temos também um clipe para ‘Third World Slavery’, do trabalho anterior (‘The Core of Disruption’). Igualmente, se tratava de uma mensagem forte e o roteiro do video acertou em cheio.

  
6 – Sobre todos os trabalhos lançados pelo LAC. Qual seria aquele predileto ou aquele de que pelo menos não curte tanto?

Clichês à parte, realmente acredito que o ‘Narcohell’, nosso último trampo, é o melhor de todos. Melhor produzido, melhor composto, melhor trabalhado. Retrata bem nossa evolução. 

Por outro lado, o álbum de estreia ‘Homicidal Rapture’ ocuparia a outra ponta. Não se trata, absolutamente, de dizer que não gosto dele. Tenho orgulho do disco e há muitos riffs incríveis ali, mas o vejo como retrato de uma banda cheia de energia para mostrar que poderia mais. O interessante é que, não raro, muita gente tem o álbum como preferido.


 7 – O LAC é uma banda relativamente nova, inclusive contando com jovens músicos em sua formação. O primeiro registro foi com a demo “Chainsaw Deflesher”, lançada em 2011. Desse lançamento até o “Narcohell”, qual foi o aprendizado e o que vocês fizeram na carreira e que jamais fariam novamente?

O aprendizado é constatar, na prática, que não existe fórmula mágica para o sucesso. Nada vem fácil e isso te faz valorizar cada gota de suor derramada, cada milha de estrada percorrida. Acho triste quando vejo bandas procurando atalhos, se iludindo com likes artificiais e posições compradas. Esses caras vão olhar para trás no futuro e ver que não construíram nada concreto. Por isso tenho o máximo respeito por quem mete a cara e faz acontecer com atitude.

O que eu não faria novamente seria me precipitar em o que quer que seja. Claro que temos que acompanhar o dinamismo das coisas. O ritmo atual do cenário, saturado de material por todos os lados, impõe que você esteja sempre ativo e entregando novidades. Contudo, é preciso ter sabedoria para não se precipitar com prazos e meter os pés pelas mãos, mas a frustração de saber que poderia ter caprichado mais aqui ou ali em algum ponto é muito ruim.
  

(Foto por Vinicius Hozara)
 8 – Entre as temáticas nas letras da Banda, a violência urbana parece ser a mais presente, inclusive destaca nas capas dos discos. Como uma banda natural do Rio de Janeiro, isso impacta mais? Quando estão lá fora, essa visão não existe ou apenas muda de forma?

Acho que impacta mais sim, tanto o público quanto nós mesmos. Essa guinada rumo à temática da violência urbana no Brasil (sobretudo a do RJ) ajudou a identificar a banda. Não víamos muito sentido naquela velha fórmula de sanguinolência gratuita, gore, horror etc. Para nós parecia algo artificial e limitante. Nada contra quem o faz – aliás, muitas das minhas bandas favoritas estão nesse barco – mas falar sobre aquilo que você vivencia todos os dias traz propriedade e intensidade ao trabalho.

O que posso dizer é que lá fora o tema desperta um interesse gigantesco. Os caras não conseguem assimilar que a cidade maravilhosa do cartão postal é a mesma que abriga essa guerra não declarada. É algo que simplesmente não faz parte da visão de mundo deles, pois a violência que temos aqui no Brasil é surreal. Você tem a exata dimensão disso quando passa um tempo vivenciando uma realidade diferente e é muito triste constatar que estamos em um processo irreversível de degradação.


9 – Muitas bandas mudam de formação várias vezes e vocês são raros em manter a mesma formação desde o começo. Qual o segredo?

Antes de tudo, é a amizade entre os quatro que faz intensificar os momentos bons e segurar as pontas nas adversidades. O foco na banda também é imprescindível, pois sabemos o que queremos e acreditamos estar no caminho certo. Ver o trabalho rendendo frutos também nos motiva a ir além cada vez mais.


10 – Deixe um recado final para os leitores do Arte Condenada.

Primeiramente, um grande abraço a você, Carlinhos. Um cara que contribui demais para o underground como músico, produtor e agora como redator. Aos leitores, acompanhem o LAC nas mídias sociais e veja o que traremos em 2018. Play novo, mais turnês... esse ano terá de tudo um pouco.



terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Uma noite perfeita para os apreciadores do Metal Extremo Brasileiro.

TAURUS + NERVOCHAOS + COLDBLOOD + VELHO
Local: La Esquina – Centro/RJ
Dia: 17/12/2017

Resenha e fotos por Luis Carlos

Em mais um dia de Metal nacional, lá fui eu para cobrir mais um evento bacana que anda rolando pela cidade e com um cast de primeira. Cheguei no local por volta de 18 horas e já tinha algumas pessoas na frente do local. Como de praxe para um dezembro carioca, o calor era intenso e quem estava lá já se entregava a uma cervejinha gelada antes de entrar no local.

O Taurus deu uma verdadeira "aula old school".
Falando em local, o La esquina é uma casa de show bem bacana e era a primeira vez que eu assistia um show nela. Saí do local satisfeito, a estrutura é ótima e em nenhum momento eu senti calor enquanto estava nela, achei confortável. Algumas pessoas podiam assistir ao show do segundo andar e ali ficavam as vendas do merchandising, que por sinal, obtiveram sucesso do público presente que adquiriram bastante material. O público compareceu e pode assistir quatro bandas que em cima do palco fizeram bonito. O Velho começou seu show as 19 horas. O som deles é ríspido e direto, sem firulas e nada de tecladinho sinfônico. Particularmente não é um tipo de som que me agrada, mas que me faz concordar de que são bons no que fazem e merecem o reconhecimento quem é fã do estilo, e se o público ainda era pequeno durante sua apresentação, quem estava ali curtiu bastante sua música cantada em português, lembrando que geralmente a primeira banda acaba tocando para um público menor, é sempre assim. “Cadáveres e Arte”, “Total escuridão” e “O Único Caminho” são canções fortes que mostram que o quarteto carioca prova do porquê possuem uma boa admiração por fãs do Metal Extremo Brasileiro e vem conquistando seu espaço com muito trabalho.

Nervochaos, profissionalismo e superação na arte extrema.
A seguir veio o Nervochaos, Banda que vem desde a década de 90 detonando pelos palcos do mundo e que ao meu ver, deveriam até ter mais reconhecimento das mídias especializadas em Metal no Brasil, ou, pelo menos aquelas que não enxergam apenas peitos e bundas para causar algum destaque. Claro que não faltou uma dedicatória a Cherry, guitarrista que faleceu recente e fazia parte do grupo, mas, ficou ali a prova cabal de que os caras não deixaram a “peteca cair” e continuam firmes e fortes na estrada, aliás, uma das bandas mais “on the road” do Brasil.  Edu Lane, baterista, continua lá firme e forte comandando um quarteto que faz um Death Metal brutal. “Total death” é um clássico do grupo e foi cantado pelo público em êxtase, sem esquecer do cover de “Bewitched” do Candlemass, que poucos reconheceram ali, mas que deixou seu amigo aqui meio que surpreso e emocionado. Foi legal assistir uma banda de Death metal tocar cover de uma banda clássica de Doom. Bom gosto é para poucos e isso o Nervochaos parece ter de sobra. “Pazuzu is here” foi outra que agradou demais o público, grande banda, realmente o Nervochaos é um grande nome Brasileiro e do mundo. Valeu pelo retorno do Nervochaos ao Rio, que show foda!

Coldblood, excelência Death Metal da noite.
Depois do Nervochaos, outra banda que faz com que eu ainda goste de Death Metal, o Coldblood. E por que eu estou escrevendo isso? Porque eu sei que hoje ainda existem muitas bandas boas do estilo, mas que ao mesmo tempo muitas se parecem entre si ou parecem alguma cópia de banda lá de fora. Assim como o Nervochaos, o Coldblood tem personalidade, e pudera, já que não são 25 meses de carreira, são 25 anos nessa! E como eu ouvi de algumas pessoas que assistiram a banda, “De que se eles já eram bons, agora estavam melhor”, e com certeza eu atestei isso também e concordo com quem disse isso, ficou claro que a entrada de Diego Mercadante fez com que o grupo crescesse ainda mais e ao lado do batera e líder do grupo, MKult, provam que Death Metal não é para qualquer um. Não o Death Metal com personalidade Você ouve o Cold e não enjoa, não é como aquelas bandas que você fica ouvindo músicas rápidas em sequência e começa a saturar com o tempo, não, você vai ouvindo e vai em uma crescente ao longo de sua apresentação. “Methastasis” e “Sulphur” são clássicos do grupo, fora “Bury the Universe, outra pancada sem dó. Assim quem terminaram sua apresentação com “Anti-Crusade” (to destroy the holy graal), a sensação era de que ficara ali um grande silêncio depois de uma apresentação avassaladora do trio, que se completa com o baixista José Sampaio. Aliás, um pouco parecido com Shane Embury do Napalm Death.

Velho. Black Metal que agradou em cheio os fãs presente.
Para encerrar a noite com chave de ouro, a banda “mais leve e mais antiga”, o lendário Taurus, grupo que já tive o prazer de produzir um show também. Para quem pensava que o público ficaria mais assistindo do que agitando na performance desses “Senhores do Metal carioca”, acabou assistindo um público ainda mais insano durante sua apresentação. Foram clássicos atrás de clássicos, onde abriram o show com “Signo de Taurus”, música que dá nome ao primeiro disco. Também executaram outros clássicos como “Mundo em Alerta”, “falsos Comandos”, “Damien” e “Massacre”, está última, foi música que fechou o show. Legal que também tocaram músicas da fase do vocalista Jeziel, como “Trapped in Lies” e “Pornography”. O quarteto está tinindo e promete muito trabalho para 2018 e que assim seja, assim como nós que estivemos ali assistindo o Taurus, fomos contemplados com uma banda genuína de Thrash Metal nacional fazendo muito bem o que sabe, a boa e honesta música, e sorte a nossa ao termos essa banda como Brasileira. Kaka e a Xaninho produções está de parabéns, o evento foi ótimo, e espero que isso se repita mais vezes, trazendo para o Rio outras bandas legais do nosso Brasil para cá, e também valorizando a “prata da casa”.




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

VITÃO BONESSO, um porta-voz do Rock Brasileiro.

Vitão Bonesso é praticamente uma enciclopédia quando falamos de Rock e Hard Rock, principalmente das décadas de 60 e 70. Bati um papo com o músico e radialista sobre a sua história, e saiba que essa entrevista ainda seria pouco para contar toda história desse guerreiro.
Vamos ao papo !

Entrevista por Luis Carlos
Fotos:Arquivo pessoal

1 – Quando e como começou sua paixão pelo Rock/Metal? O que te levou a trabalhar como radialista?

Vitão Bonesso: Meu contado com a música se deu quando eu era bem moleque, com 4 anos de idade eu já escutava dos discos do meu pai. Ele ouvia de tudo, e desse tudo eu gostava mais do Rock. Com 7 anos eu já gostava de Roberto Carlos e alguns artistas da Jovem Guarda, The Ventures e Beatles. No começo da década de 70 fui apresentado ao som mais pesado, quando conheci o Purple, Zeppelin, Sabbath, Slade entre outros. O rádio veio em 1988. Eu fornecia material (músicas) para a 97 FM, ajudava na produção dos especiais de sábado a tarde da emissora, até que surgiu o convite de eu ter meu próprio programa. Na verdade, fui meio que colocado ali, com um incentivo do diretor da rádio: "Te vira, o horário é seu" (rs).

2 – Por trabalhar em rádio e apresentar um programa por muito tempo, acredito que você tenha suas predileções, e claro, acabe assim recebendo muito material de várias bandas, inclusive de bandas novas. Você consegue se lembrar daquela(s) que te chamaram atenção e que acabaram se tornando boas bandas no mercado e também aquelas que você recebeu mais acho ruim?

VB: Difícil responder... foram tantas bandas ao longo de 29 anos que eu precisaria de horas para relembrar alguma delas. Mas o Krisiun foi uma entre tantas. Material ruim sempre chega e se eu sequer lembro das boas, imagine das ruins (rs)

3 – Como é comandar um programa onde muitas mídias, inclusive a do rádio, migrou demais para a internet? Afinal, são 29 anos de Backstage.

VB: Muita coisa mudou, sem dúvidas, e com o tempo veio uma adaptação natural. Ha mais de 12 anos tenho minha rádio na internet (www.radiobackstage.com), que demorou uns 3 anos para captar a atenção das pessoas. Hoje ela tem uma audiência formidável, mas ainda hoje o formato web radio não é algo como nos Estados Unidos e Europa.

4 – E o televitão? Às vezes você abre esse link em sua rede social e vejo que muita gente te acompanha. Não teria a possibilidade de virar um programa?

VB: Sim, existe essa ideia de tornar o Televitão um programa. O Televitão é uma brincadeira... um bate papo com meus seguidos do Facebook. Deu certo, mas gostaria de fazer algo bem mais elaborado, com uma produção mais cuidadosa. Mas isso requer tempo. Mas os planos existem sim.

Com Alex Lifeson e Geddy lee do Rush.
5 – Fale-nos também sobre sua coluna na revista Roadie Crew.

VB: Faço parte da Roadie Crew desde 1997, e a coluna Backspage é uma das mais lidas da revista. São temas que eu escolho e desenvolve um texto em cima. Às vezes é bem difícil você ter um tema, mas converso com o Ricardo Batalha que as vezes me auxilia, sugerindo alguma ideia.

6 – Falando agora do “Electric funeral”, banda em que você toca bateria. O grupo é essencialmente cover, mas já teve alguma experiência ou toparia fazer parte de um grupo autoral?

VB: Prefiro dizer que o EF é uma banda tributo. O termo cover é quando os interpretes querem se parecer com seus ídolos e homenageados, o que não é o caso do EF, que se preocupa com a parte musical que tem que contar também com bons músicos e bons equipamentos. Em relação a isso, o EF se mostra bastante competente. Fazer música autoral não estão nos planos da banda.

Com Glenn Hugues
7 – Como baterista, qual foi seu melhor momento mais especial?

VB: Conhecer e poder conversar com mestres como Ian Paice, Carl Palmer, Vinny Appice, Bill Ward, Carmine Appice, entre tantos. Quando você começa num instrumento, você tem certos personagens como super-heróis, achando que são apenas personagens fictícios, jamais imaginando que um dia poderia conhecê-los pessoalmente e até ficar amigo de alguns deles. No palco, ser o baterista numa apresentação do Glenn Hughes em julho de 1994 em São Paulo, foi incrível. Mas cada show do EF é uma viagem. Conhecer novos amigos, essas coisas são bastante agradáveis.
8 – Essa é quase uma pegadinha (risos). Black Sabbath ou Deep Purple?

VB: Difícil... ambas fazem parte da minha vida. Músicas que determinaram a minha vida... difícil apontar. Mas lá no topo estão os Beatles... sempre.

9 - Falando nessas bandas, parece que existe uma predileção por uma determinada fase. Isso é por causa do Ian Gillan?

VB: Não. Curto demais o álbum Born Again do Sabbath. Ouvir em 1983 uma junção do Black Sabbath com o Deep Purple, foi algo inusitado. Mas meu preferido do Sabbath ainda é o Vol 4, assim como o Burn é o meu preferido do Purple...com Hughes e Coverdale no barco (rs)


10 – Deixe suas considerações finais para os leitores do Arte Condenada.

VB: Agradeço a oportunidade e interesse de vocês pelo meu trabalho por tanto tempo. Vamos em frente! Ótimo Natal a todos e um ano novo mais justo.



domingo, 17 de dezembro de 2017

CENA METAL CARIOCA – parte 2

CENA METAL CARIOCA – parte 2   
      
E seguimos com a segunda parte da matéria que conta um pouco da cena do Metal carioca, e repetindo aqui de que seria impossível condensar em apenas uma ou duas matérias tudo aquilo que o Metal carioca tem a oferecer, fazendo um pequeno apanhado de novas bandas que estão na ativa fazendo shows, realizando turnês, gravando discos que tem mostrado a importância e a qualidade do que é feito por aqui.
            Hoje a cena está mais diversificada, tem bandas dos estilos mais variados atuando, diferente por exemplo de como era na década de 90 quando ou víamos uma banda de metal melódico ou víamos uma banda de Thrash Metal, e isso até aparecer algumas bandas mais extremas de Death e Black Metal.

RECKONING HOUR
Com apenas 5 anos de atividade, o Reckoning Hour já se mostra promissor com trabalhos bem feitos e shows impactantes, onde se percebe um profissionalismo ímpar da parte do grupo. Recentemente fizeram uma turnê pelo Brasil abrindo pro Torture Squad e já tem seu currículo shows com bandas internacionais.
O som deles é o que chamam de “Death Metal melódico” ou “Metalcore”.

(foto: divulgação)



QUINTESSENTE
O Quintessente começou sua carreira na década de 90, precisamente em 1994, e na época se chamavam Quintessence. O som deles é na linha daquele Doom metal feito por bandas como Paradise Lost e Anathema no início de carreira. Antes do disco novo “Songs from celestial Spheres”, o grupo tem a demo tape The Mask of Dead Innocence (1996) e o EP Lonely Seas of a Dreamer (1999) lançadas.

(foto: divulgação)



SIRIUN
Outra banda da nova safra do Metal extremo mais melódico, que assim como o Reckoning Hour, faz um som extremo mais moderno. Aos poucos o grupo vai se consolidando com com excelentes apresentações, tocando com nomes como Obituary, Krisiun, entre outras. O grupo é formado por Alexandre Castellan - Vocal e Guitarra, Elvis Damigo – Guitarra, Ricardo Amorim – Baixo e Braulio Drumond – Bateria. O primeiro disco, e até então único trabalho lançado, “In cahos we trust”, teve a bateria gravada por Kevin Talley (Chimaira, Suffocatio ne Six feet Under).

 
(foto: Alessandra Tolc)


PROFANE ART
A Profane Art esrá em processo de finalização (Mixagem e masterização) das músicas que estarão incluídas no Split "A Profana Sabedoria de uma Arte Obscura", que será lançado oficialmente no inicio do ano de 2018. E os trabalhos em estúdio não param, pois a Profane Art está em estúdio gravando também, seu full Álbum que será lançado oficialmente no segundo semestre de 2018 o álbum vai conter 11 faixas e será intitulado: "Devotion: The Blackened ego and the transcendence of the spirit".

 
(foto: divulgação)


GUTTED SOULS
A banda Gutted Souls tem início com o fim da banda Necropedophile, em 2004 após os membros perceberem que queriam fazer Death Metal diferente da proposta original de Death Metal fazendo tributo às bandas da Flórida dos anos 90. O desejo de fundir Death Metal moderno, brutal e técnico as raízes do estilo fez nascer o Gutted Souls. Acabaram de lançar nosso novo CD, The Illusion of Freedom, contando com a produção de Rodrigo Oliveira (Korzus, Armored Dawn).

Gutted Souls ao vivo.


ANTECHRIST
O Antechrist é uma banda bem nova, foi formada no ano passado no embrião do frozen Aeon. O grupo é formado por Carnivore- Baixo e Voz, Hammered-Guitarra e Leviathan-Bateria. Estão em fase de composição e no ano que vem devem lançar seu primeiro trabalho. As influências são de Venom, Carnivore, Celtic Frost, entre outras.

(foto: divulgação)




Living Metal, divulgando o verdadeiro Heavy Metal !

Tão pouco tempo de carreira mas a convicção de quem faz isso a bastante tempo, é o que move bandas como o Living Metal, grupo formado ...