quinta-feira, 30 de novembro de 2017

THE EVIL, o mal onipresente na música.

Quando ouvi o THE Evil pela primeira vez, a Banda me impressionou de um jeito que não tinha acontecido com nenhuma Banda Brasileira nova, ainda mais por fazerem Doom Metal, um estilo não muito comum entre os grupos Brasileiros.
Por trás de todo visual do THE EVIL está um grupo predestinado a fazer boa música e após lançarem um single de divulgação, o grupo lançou seu primeiro disco autointitulado e que também será lançado no exterior. O mal está presente nesta entrevista, então, aproveite e leia, porque você vai gostar.

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação

1 – Quando é que surgiu a ideia de criarem o The Evil?
Miss Aileen - Em 2012 depois de um show em que nos conhecemos, eu e o Iossif. Ele já possuía a ideia de um projeto de Doom e me escutou cantando e me convidou para ser a vocalista.
Iossif - Eu já vinha fazendo uns riffs e experimentando umas ideias para criar um som mais obscuro e fúnebre a uns anos e sabia que para dar o contraste ideal com os graves dos riffs seria fundamental uma voz macabra e feminina. Daí ao conhecer a Miss Aillen ficou claro que era a pessoa certa para ser a “mãe” dessa criança maldita chamada THE EVIL.

2 – Existe ainda mistério por trás quem são os integrantes. Já houve alguma comparação com o Ghost? Se sim, o que acham disso?
Miss Aileen - Nunca ouvimos falar sobre uma comparação com eles. Geralmente nos comparam ao Black Sabbath, ao Mercyful Fate, creio que devido ao peso do som. Não haveria qualquer problema com essa comparação uma vez que também somos muito fãs do Ghost, admiramos a proposta da banda, o visual e especialmente o som e letras.
Iossif - Cara, só se for pelo fato de usarmos máscaras também porque pelo som não tem NADA A VER..... Mas se for pelo motivo das máscaras vamos ter que TODOS pagar direitos autorais ao KISS e ao ALICE COOPER! Há há há ha
Ghost é legal, mas nunca foi DOOM METAL...nem distorção na guitarra eles usam praticamente….

3 – A banda faz Doom Metal tradicional, uma vertente que nunca foi um sucesso comercial no estilo, ainda mais aqui no Brasil. Quais são suas referências e por que tocar este estilo?
Miss Aileen - Tocamos este estilo, primeiramente por gostar dele. Nunca foi nossa intenção fazer sucesso ou sermos comerciais e justamente por isso, investimos em algo que realmente gostamos muito mesmo. Nossa principal referência, sem sombra de dúvidas, é o Black Sabbath.
Iossif  - SUCESSO COMERCIAL??? Está muito longe de ser nosso objetivo...... tocamos esse estilo de música pois é o que mais nos apetece.... Foda-se se vai fazer sucesso ou não.....Nossas principais referências são ABYSMAL GRIEF, GOATSNAKE, TONER LOW, WHOUNDED KINGS E ELECTRIC WIZARD, além dos clássicos de sempre SABBATH, CANDLEMASS e TROUBLE.

4 – O The Evil conta com uma mulher cantando. Tem surgido bandas contando também com mulheres cantando, como nos projetos do Leif Edling (Candlemass) com o “Avatarium” e do Gary Jennings(Cathedral) com o “Death Penalty”, músicos que são lendas no estilo. Essas bandas também, são referências?
Miss Aileen - Sim, com toda certeza são excelentes referências. E não podemos deixar de lembrar também de Coven, The Devil´s Blood, The Wounded Kings, Purson. Além disso, outras bandas de outros estilos no metal também são nossa referência.
Iossif  - Avatarium eu conheci recentemente e gostei.... Mas tem outras melhores no gênero tais como JEX THOT, PURSON e WOUNDED KINGS.

5 – A primeira vez que ouvi a banda eu fiquei impressionado, foi com a canção “About none guilty”. O primeiro disco saiu esse ano, então, fale-nos um pouco dele.
Miss Aileen -  “About None Guilty” conta a história de um serial killer, assim como a maioria das letras desse disco. Decidimos que nossa temática iria passar pelo mal, no geral, que habita cada ser humano.
Iossif  - Sim. “About None Guilty” foi uma das primeiras músicas que gravamos para esse disco e a soltamos antes do disco ficar totalmente pronto para o pessoal conhecer do que se tratava a banda.... Creio que ela reflete bem a proposta sonora e temática do THE EVIL. Esse disco foi elaborado ao longo dos últimos anos e gravado em 2016 e 2017 com nossos próprios recursos.
O disco se chama THE EVIL como a banda pois cremos que ele resume bem o que a banda se propõe a fazer.... Um SOM EXTREMO (pelo lado do PESO e não da Velocidade). Com letras sombrias que refletem o mal e a amargura que assola nossas almas decadentes e a realidade bizarra em que vivemos nos dias de hoje…. Principalmente no Brasil. Temos muitos temas atualmente ocorrendo por aqui para nos inspirar.... o nosso país é podre e parece cada dia mais cheio de vermes...

6 – Pretendem lança-lo em vinil? Eu mesmo sou muito fã desse formato e torço por isso.
Miss Aileen - Sim. A gravadora Osmose da França, com quem assinamos contrato irá lançar este formato.
Também somos fans.... eu mesmo tenho mais de 1000 discos de vinil e acho o formato definitivo para o metal. CD ainda vai. MP3 é para “geração Nutela”.

7 – Pretendem fazer algum clipe?
Miss Aileen - Temos o clipe de “Screams”, gravado em boa parte numa fazenda abandonada depois de um incêndio, cercada de histórias de violência e torturas e pretendemos fazer outros clipes sim. Aproveitamos o espaço para agradecer dois grandes amigos responsáveis por este clipe, o Sérgio Aguilar (S.A audiovisual) e o Macarrão (Banda Pesta).
Iossif- Sim, já saiu um clipe da música “Screams”. Vide o link: https://www.youtube.com/watch?v=zUPxKqMqkjk).Talvez façamos outro de alguma das outras músicas....vamos ver qual a galera gosta mais e depois quem sabe não rola.... Mas se for rolar será algo tosco e sem muita frescura
8 – E quanto a shows? Vi que vocês têm feitos alguns shows, mas, existe a possibilidade de alguma turnê futura?
Miss Aileen - Sim, certamente. Estamos aguardando convites e com algumas ideias já em mente.
Iossif -Turnê no Brasil eu acho pouco provável pois aqui rolam mais shows esporádicos.... Esquema de tour é mais para a banda grande e muito popular.... 
Além disso, nos preocupamos mais com qualidade que quantidade. Não somos o tipo de banda que vai tocar em qualquer lugar apenas por tocar.... Acho que o público merece um show do THE EVIL com uma aparelhagem, local e iluminação adequados para terem a experiência de acordo com o que planejamos ser um show do THE EVIL. Já recusamos algumas propostas de tocar fora de BH porque os caras não garantiram uma aparelhagem adequada....


9 – Para encerrar a entrevista. Onde o mal está agora?
Miss Aileen -  Dentro de você, de mim, de todos. No político que te rouba, no religioso que estupra nossas crianças ou rouba dinheiro inocente, ou mata em nome de um deus, nas doenças infecto contagiosas provocadas pelo desequilíbrio do planeta. Ele é parte de nós.

Iossif  - O MAL É ONIPRESENTE!!!!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

HICSOS, identidade e persistência em nome do Thrash Metal.

Se você diz conhecer a história da cena do Metal carioca e não sabe quem é o Hicsos, me desculpe, acho que você está no lugar errado. Fundada em 1990, os Thrashers cariocas já estão caminhando para 30 anos de atividades e nessa entrevista eles contaram sobre o os planos futuros do lançamento de um DVD, e claro, também falaram do seu passado, pois são muitas histórias que não caberiam nem mesmo nessa entrevista.
Vamos ao papo !

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

1 – De tantas notícias a respeito do Hicsos, uma das mais importantes seria o lançamento de um DVD. Ele ainda vai ser lançado?
Marco Anvito:  Sim.  Este DVD demorou um pouco por conta de captação de depoimentos importantes, Legendas e etc. Está em fase final e janeiro/fevereiro de 2018 deve estar lançado.
Marcelo Ledd : O formato do DVD é de documentário e isso nos deu muito trabalho pra conseguir juntar tantas horas de depoimentos e conseguir colocar tudo isso em uma cronologia para que o fã possa ter a ideia de toda a nossa história. O material ficou muito bom, acho que nossos fãs irão gostar.

2 – Já que falei em DVD e isso remete a história do grupo. Marco, você que é o único integrante original, qual a sensação de estarem há 27anos na estrada e a diferença daquele Hicsos da década de 90 para agora?
Anvito: Mano... é muito tempo nessa estrada.  Sensação de missão comprida, de realização, satisfação e principalmente muita vontade de continuar, afinal Metal é uma das coisas que mais amo.  Acho que a principal diferença do Hicsos de hoje para o de 1990 é o amadurecimento musical.
Ledd : Eu também me considero desde a formação, porque estava lá e entrei já tem 20 anos, acho que a maior característica de 1990 a 2017 é que não importa quem está na formação da banda , mas a paixão pelo nosso som é a mesma , claro que em termos físicos temos discos e hoje uma história para contar, temos mais tempo de estrada do que a idade de alguns fãs.


3 – Sobre antigos integrantes, do que eu sei é que alguns saíram, temo primeiro baterista, Luiz Carlos, que infelizmente faleceu. Qual foi a importância de cada um para que o Hicsos chegasse ao que é hoje?
Anvito: Tivemos mais mudanças de segundo guitarrista.  Foram vários. Cada um trouxe uma identidade que absorvermos e colocamos em prática nas composições.  O primeiro guitarra e fundador junto comigo foi o Allan Harbas, que deu a ideia do nome, foi o start que precisávamos para seguir em frente. A entrada do Antônio logo em seguida formou um quarteto e agregou a vontade de trabalhar e divulgar o som. Depois da saída do Allan vieram vários outros guitarristas e a maior mudança que ocorreu foi a saída do Luiz e entrada do Marcelo Ledd.  Marcelo tinha muitos contatos e muita vontade de trabalhar para a banda.  Com ele nós conseguimos nos empenhar para gravar nosso primeiro CD e tudo de melhor aconteceu a partir daí.  Abertura de grandes shows, tour Europeia. Por ai...
Ledd : Cara , foram muitas mudanças, mas o principal é que nenhuma delas foi por desentendimentos entreos integrantes, cada um teve seu problema e precisou sair, mas deixou um pedaço de sua musicalidade e isso formou a nossa identidade musical que está crescendo com o Rossatto e o mais recente Alexandre. Com relação ao Luiz, ele faleceu em 2005e a saída dele aconteceu em 1997 porque ele já não estava mais afim de tocar som pesadão e rápido

4 – São 3 demo-tapes, um Split e 3 cd`s lançados. Gostara de quefalassem um pouco sobre cada um deles.
Ledd: Bem , eu participei da última demo, uma história muito louca de uma época em que os caras de estúdionão sabiam ainda como gravar uma banda de Thrash. Os discos foram uma progressão de nossa música e representou o momento da banda em cada álbum. O primeiro, nós gravamos uma parte aqui no rio e fomos prejudicados porque o técnico do estúdio não soube gravar a batera confundindo deixar pesado com deixar abafado, mas o Pompeu e o Heros fizeram o restante e deixaram o disco com um som aceitável, mas foi foda porque a gravadora cometeu um monte de erros e ficou
acho que um pouco ofuscado, mas valeu como primeiro álbum. O segundo, e hoje clássico “Technologic Pain”, foi todo gravado em SP com o Pompeu e o Heros e ficou muito bom. Tem músicas que são pedidas até hoje. Além do nosso maior hit que é “Pátria Amada”, depois teve o Circle of Violence que tem a melhor produção sonora de todos acompanhando a época que foi
 lançado e tem esse lance de sempre que lançamos um álbum não temos a formação que gravou, acho que só o Nilmon gravou dois discos, mas só participou do segundo e saiu da banda antes de lançarmos o terceiro.

5 – Eu entendo que o Hicsos sempre esteve um pouco a parte do que rolava e ainda rola no Metal Brasileiro, em especial no carioca, onde mesmo o Thrash Metal é levado a um nível mais extremo e na escola de grupos mais radicais do estilo. O Hicsos faz Thrash metal, porém, com aquela pegada mais crossover. Essa sempre foi a característica do grupo que fez com que não soasse parecidos com todas as bandas do estilo daqui?
Anvito:  Então...eu acho que o primeiro CD tem uma pegada mais Crossover, mas os outros 2 não tanto. Nunca pensamos em seguir tendências ou fazer algo no estilo X ou Y. Simplesmente nos reunimos, alguém faz um riff o outro completa e vai saindo um som que em primeiro lugar nos agrada.  Procuramos sempre fazer um som nosso, com nossa característica. Claro que as influências sempre aparecem, mas acho que a característica é essa, porém nunca foi algo pensado. Simplesmente sai.
Celso Rossatto: Apesar de estar na banda, também sou fã do trabalho do Hicsos, e posso dizer que sou testemunha do que o Anvito disse, sobre a maneira como funciona o processo criativo na banda... e realmente, tudo vai se completando e tomando forma, quando percebemos, está lá, mais um Thrash Metal do Hicsos acaba de nascer. O que corrobora o que você disse no final da pergunta.

Ledd : Tudo o que o Hicsos fez musicalmente até hoje foi fruto de um conjunto de ideias e influências diferentes , sempre teve alguém na banda que curtia Hardcore , antes eu e o Antônio e depois só eu , mas o Anvito também ouve algumas coisas nessa onda e por isso talvez sai esse som único com o DNA do Hicsos, sempre foi aberto para qualquer membro da banda criar e todos fazem isso, a soma é o que temos em nossa discografia.

6 – Falando em Banda, remetemos a questão de cena, em especial a carioca, de onde vocês são. Vocês que vieram da década de 90 e quando tínhamos outros grupos fazendo Thrash, como era o caso do Under Pressure, Anschluss, entre outras. Por que a partir de 2000, o estilo ficou tão reduzido aqui no Rio e surgiram mais bandas de Death e BlackMetal?
Ledd: Isso é comum acontecer com qualquer cena, eu venho dos tão amados anos 80 e vi muita banda boa surgir e acabar, depois tiveram inúmeras bandas aqui no Rio assim como em outras cidades, como BH e SP. Tivemos uma cena Thrash aqui muito produtiva com bandas bem diferenciadas entre si, como Blockhead, Prophecy, Cavalast e muitas outras incluindo essas que você falou e cada uma com sua identidade pessoal, mas acho que a indústria fonográfica não alimentou essa cenae as bandas foram parando pelo caminho e só sobrou o Hicsos. Algumas depois de muitos anos voltaram, pararam e voltaram de novo. Nesse ínterim surgiu a parada do black metal e alguns músicos daqui formaram bandas nessa linha e as gravadoras compraram essa ideia. Acho que tem surgido novas bandas de Thrash aqui no Rio e vamos ver por quanto tempo essa galera vai segurar a onda. Hoje temos muitas bandas conseguindo lançar seus álbuns sem depender de gravadoras como era antes até o ano 2000.
Alexandre Carreiro: Entre 2012 e 2015, houve uma onda de bandas, aqui no RJ, que diziam fazer um Thrash Metal com influências de bandas oitentistas, mas não cheguei a ver nenhuma expressiva. Quanto ao crescimento das bandas de Black Metal e Death Metal, a influência das redes sociais, vem sendo um fator determinante. Nada contra, até porque, curto estes estilos!


7– E sendo o Hicsos é uma das poucas Bandas sobreviventes da década de 90, qual a opinião de vocês a respeito de tantas bandas novas emulando
 a década de 80 e com tanta gente, que inclusive deve ter nascido depois do surgimento do Hicsos, em 1990, fazendo isso.
Anvito: Eu acho legal essa galera gostar das bandas daquela época, idolatrar o som mesmo sem ter vivido a época.  Só não acho legal algumas bandas querer a gravação dos seus CDs de forma tosca, mal gravada como era em 1980, kkkkkkk.  Não faz sentido isso.  Se o Led Zeppelin estivesse na ativa duvido que ia querer gravar com 4 microfones uma bateria.  Ia querer usar o que tem de melhor na tecnologia.  No mais parabéns aos que percebem como era maravilhoso as bandas e músicas daquela época.
Ledd : kkkkkk eu acho engraçado , porque as bandas daquela época querem usar tudo que tem hoje para deixar seus álbuns com a melhor sonoridade que for possível, nos anos 80 os estúdios eram toscos, os técnicos de gravação eram toscos e por isso o som era tosco.  Só que a gente só descobriu isso nos anos 2000, porque quando eu era garoto eu ouvia os discos amarradão. Acho que ter um público consumidor dessa época é salutar, assim como nós consumíamos a década de 60/70, mas na minha opinião o que faz a evolução da música é usar suas influencias e criar dentro do momento em que você está.  O Hicsos não tem as mesmas composições hoje de quando começamos, porque é natural agregar novos sons e a própria tecnologia ajuda a conseguir o que está na sua cabeça para um disco. O que me incomoda é o radicalismo de alguns moleques que não viveram a época e acham que “gente véio” (velho) é farofa, ah esse termo é dos anos 80 kkkkkkkkkkkkkkk.


8 – O último trabalho de vocês, "Circle of Violence", data de 2013. Já são 4 anos sem um disco novo. Agora que vocês estão com nova formação,
 inclusive fazendo bastante shows, quando é que sai um trabalho novo?
Anvito: Pois é...essa troca de formação sempre atrasa as coisas e como ficamos focados nesse DVD deixamos o projeto de lançar CD novo em stand by.  Mas já estamos com algumas composições finalizadas e ano que vem já devemos estar começando a gravar um novo trabalho.
Ledd : Estamos compondo, e como o Anvito disse, iremos gravar e lançar disco novo ano que vem, mas o foco atual é na finalização do DVD que será o primeiro a sair, depois vem o disco novo com certeza. A formação atual está produzindo muito e acredito que teremos um grande álbum .

9 – Em tempos onde muitas Bandas têm produzido shows, o Hicsos, que senão foi, é uma das que pioneiras que produziam seus próprios eventos. Ainda acham que isso é válido como uma boa oportunidade para de repente estar tocando com uma banda gringa de renome ou algo assim?
Anvito: Sim... estávamos outro dia mesmo conversando sobre isso.  Estamos querendo partir novamente para produção de shows próprios.  Acho super válido isso sim.  Não dá para ficar esperando nada, mão na massa sempre.
Ledd : Estamos pensando sobre isso sim , fazíamos isso nos anos 90 e inclusive um dos shows que estarão nos extras do DVD é uma produção das bandas que tocaram naquele dia. Isso é uma iniciativa que pode voltar e tirar uns produtores que tem por ai que só querem ganhar, a própria banda fazendo vai ter maior cuidado com os detalhes que as vezes faltam em um evento, se você cobra seu cachê o cara diz que é caro, mas quer fazer a banda oferecendo sanduba, porra isso eu como em casa.  Vejo hoje várias bandas preocupadas com seu próprio equipamento, backdrop e todo tipo de cenário de palco, que eleva a qualidade dos shows, isso é um bom caminho.

10 – Deixe suas considerações finais para os leitores do Arte Condenada.
Anvito: Muito obrigado pelo espaço.  Parabéns pelo trabalho que está fazendo no Blog. Vc está sempre na atividade na cena e fortalecendo as bandas e a própria cena.  Podem esperar que 2018 terá muita novidade do Hicsos, shows e sons novos.  Sigamnosso instagram ( hicsosofficial ), pagina do Facebook ( https://www.facebook.com/hicsosofficial ), site oficial( www.hicsos.com.br ).  Grande abraço a todos.  Stay Heavy.
Ledd : Obrigado pela chance de mostrar nossa opinião , e parabéns pelo blog , isso é importante para ajudar a cena. Mostrando as bandas para o público poder correr atrás das que não conhecem e curtir as que já são fãs. Metal sempre.
Rossatto: Um dos motivos de eu gostar de metal, e de ser "catequizado" por assim dizer (rs) foi por causa do Underground que existia em meados dos anos 90 em Campo Grande-RJ. (Eu nem imaginava que um dia tocaria guitarra na minha vida.) E umas das coisas que me vem sempre a lembrança são os "Fanzines", cara... aquilo era muito maneiro, era uma forma da galera se conectarcom a banda. O Fanzine fazia a gente perceber que existia algo grandioso e que ia além dos shows. Esse tipo de coisa faz falta hoje em dia. E ter um blog que fale de metal, mesmo que no mundo virtual, e poder dar essa entrevista, é como poder reviver essa época, onde realmente víamos e percebíamos as bandas como algo grandioso, o que realmente são. Sinto muito orgulho de fazer parte do Hicsos, e por saber que tem muita gente por aí que gosta do trabalho da banda, e que através do seu blog muita gente que não conhece vai passar a conhecer um pouco do "mundo" e da história do Hicsos. Obrigado.
Carreiro: Obrigado pelo espaço e agradeço aos amigos e fãs, pelo apoio de sempre! Abraço!

Links do Hicsos:

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

COLDBLOOD, décadas de carreira e vivendo seu melhor momento.

Conheci o Coldblood no começo da década de 90 em sua primeira formação quando escrevia para um fanzine chamado "Infectum". Aliás, tenho a foto de divulgação até hoje guardada em minha coleção. De lá pra cá foram diversas formações e trabalho lançados durante sua vitoriosa carreira, e nisso tudo, a evolução de um grupo que solidificou pelo profissionalismo e por fazerem um Death Metal clássico como poucos aqui no Brasil.

D.Arawn e MKult, o COLDBLOOD.


Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

1– O ColdBlood é uma banda que parece estar em constante mutação em sua formação, mas parece que o grupo tem agora seu vocalista definitivo na voz do Diego Mercadante. Você encontrou nele a voz que a banda precisava e também o músico certo para acreditar que o ColdBlood poderia seguir adiante?
M.Kult: Certamente! Diego é um grande talento e mais do que isso um grande amigo meu. Sua entrada deu um novo gás a banda além de ter trazido, sob suas influências, a fusão de estilos como Heavy, Death e Black Metal enriquecendo assim a sonoridade do ColdBlood. Junto a isso tem a garra, a perseverança e a honestidade. Requisitos fundamentais para manter o equilíbrio e a saúde mental da banda para seguir em frente.

2 – Não demora muito e logo o ColdBlood completará 30 anos. Pensam em fazer algo comemorativo mais a frente ou preferem seguir em frente criando material novo?
M.Kult - Estamos colhendo imagens de bastidores, shows, vídeos oficiais, depoimentos, entrevistas...Tudo isso fara parte de um material comemorativo que será lançado no momento certo. Não estamos pensando em algo novo, ainda temos alguns compromissos relacionados ao “Indescribable Physiognomy of the Devil”, nosso último álbum, portanto este ciclo ainda não está encerrado.


3 – Falando em material, sempre vejo aparecendo algum relançamento nos mais diversos formatos. Quando é que teremos algum material do ColdBlood em vinil?

M.Kult – Na verdade nunca focamos nisso diretamente, Chegamos a cogitar o lançamento do nosso último álbum em território nacional mas por algum motivo que não lembro agora não foi pra frente. Ainda temos todo planejamento em mãos, mas precisamos retomar as negociações com os antigos parceiros. Talvez para o próximo ano.




4 – Relembrando aquela banda dos tempos da demo-tape “Terror Stench” para cá. Qual a diferença do ColdBlood daquela época para hoje?
M.Kult: Naquela época vivíamos mais um sonho. Hoje temos uma visão mais profissional, aprendemos com os erros do passado o que nos permite hoje fazer as escolhas certas nos momentos certos.


5 – Definitivamente hoje o ColdBlood é mais do que nunca, uma banda de estrada. São diversas turnês na carreira. Fale-nos sobre a recente turnê no Brasil com o NervoChaos e a tour Mexicana.


M.Kult: Com o Nervo Chaos foram 33 shows passando pelo Sudeste, Nordeste, Norte e Centro Oeste do Brasil tocando de Segunda a Segunda. E no México fizemos 7 datas. Tanto no Brasil quanto no México fizemos os melhores shows em 25 anos, recebemos todo o suporte necessário e o público compareceu aos eventos, apoiando e comprando o material da banda.

6 – Com tantas Gigs pelo Brasil e também Sul-Americanas. Por que o grupo ainda não fez uma Europeia?
M.Kult: Não por falta de oportunidade, mas queremos esperar mais um pouco, ter o nosso trabalho melhor divulgado por lá. Queremos fazer uma turnê europeia  que nos traga resultados e não ir somente para dizer que fomos. É um investimento alto e precisa ser calculado com total frieza, sem romantismos. Estamos cogitando uma turnê europeia para 2019, mas ainda é prematuro para dizer algo sobre.
7 – Essa é para você MKult. Além do ColdBlood, você tocou em bandas como Nocturnal Worshipper, Mysteriis, Unearthly, Grave Desecrator, Castifas, Därkaro, Syren, Metano, Diabolic Force entre outras. Como foi essas experiências e o que isso agregou a sua carreira?
M.Kult: Sempre admirei a carreira de bateristas como Tommy Aldridge, Eric Singer, Cozy Powell, Nickolas Barker... que fizeram história em várias bandas e isso acabou sendo uma influência direta na minha carreira. Foi importante fazer parte de todas essas bandas porque além das experiências vividas, do conhecimento adquirido foi um grande aprendizado para minha vida pessoal também. Atualmente eu estou com o ColdBlood e o Grave Desecrator, mas tenho planos de colocar um antigo projeto na ativa novamente.

8 – Essa é para o D.Arawnn. Você fez parte do Syren, inclusive, seu irmão também tocava na banda. Como foi essa experiência de tocar em outra banda e se já tocou em alguma outra banda? E também como tem sido fazer parte de uma banda importante como o ColdBlood?

D.Arawnn – Sim, fiz apenas uma turnê com o Syren e foi uma experiência ótima e divertida. Na verdade o B.Arawnn é um grande amigo de infância e devido a essa longa amizade adotamos o mesmo pseudônimo em questão. Também Toquei no Unearthly, Mysteriis, Hatepride, Gutted Souls, Hildi entre outros projetos. Conheci o Markus em 2007, quando entrei para o Unearthly ele já estava na banda e também tocamos juntos no Syren, depois disso ele me convidou para fazer parte do ColdBlood, aceitei o convite e começamos a trabalhar firmes e determinados. Está sendo muito gratificante, a banda tem se tornado cada vez mais forte no cenário, e todo mundo que nos apoia sabe, assim como eu, o que o ColdBlood significa pro underground, principalmente o nacional.
https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gifhttps://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif9 – Sobre a cena extrema atual. Quais suas opiniões a respeito e que bandas vocês destacariam no momento?
M.Kult:  Isso é um assunto para um longo debate mas as bandas estão aí, os shows estão rolando, o pessoal está produzindo. Uns shows enchem outros não. É assim no mundo todo.
Eu procuro fazer a minha parte comparecendo aos eventos, prestigiando as bandas e comprando material.

10 – Falem dos planos futuros do grupo e deixem recado final para os leitores do Arte Condenada.
Markus Couttinho: No momento estamos trabalhando em um tributo para o Black Sabbath que será lançado pela gravadora inglesa Secret Service. Regravaremos a música Paranoid e o material deve estar sendo lançado em Janeiro de 2018. Também temos planos de realizar uma ou duas turnês até entrar em estúdio para gravar algo novo. Aos leitores da Arte Condenada, espero que tenham gostado da entrevista e se quiserem conhecer mais do nosso trabalho é só visitar nosso canal no You Tube. Um abraço a todos!!!

Line up:
Diego “D.Arawnn” Mercadante [Vox & Guitar]

Markus “M.Kult” Couttinho [Drums]

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Maestro Roberto de Regina celebra seus 90 anos com concerto e lançamento de livro.

Maestro Roberto de Regina celebra seus 90 anos com concerto e lançamento de livro.

Por Luis Carlos

Fotos por Luciana Pires



Roberto de Regina celebrou seus 90 anos de idade na noite de domingo com uma apresentação na Igreja Nossa Senhora do Carmo em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Roberto, é responsável pela construção do primeiro cravo brasileiro e também pela gravação dos dois primeiros discos de cravo e música antiga no Brasil, além de fazer parte do primeiro grupo de música antiga. Mesmo com uma longa carreira na música e com 26 discos e 5 DVD`s gravados, incluindo até uma participação na música “Detalhes” de Roberto Carlos. Roberto de Regina também trabalhou como médico anestesista e ainda é um grande artesão, tanto que sua coleção ode miniaturas estão em um museu situado em sua residência, localizada no bairro de Guaratiba.

Roberto de Regina e seu belo cravo durante sua apresentação.

 O músico iniciou sua apresentação quinze minutos depois da hora marcada, 18 horas, em um domingo nublado e chuvoso e também de um final de semana prolongado, mas, que de maneira alguma fizesse com o público não comparecesse, pelo contrário, muitos estiveram presentes e encheram a igreja com um público formado por pessoas que não eram só idosos, mas também por jovens presentes. Pra quem acha que jovem não se interessam por música clássica, esse evento com Roberto de Regina comprovou o contrário. Durante todo concerto de Roberto de Regina, a sensação que se tinha ao ouvir a sua música era a de estar em um tempo bem distante, como se estivesse mesmo no século passado ou algo assim. Vi uma boa parte do público fechando os olhos e apreciando as canções. Ele e seu maravilhoso cravo executaram obras clássicas onde antes de cada canção ele explicava a razão de cada obra e agradecia o público presente, que aplaudia de forma eufórica assim que a música terminava. Roberto deixou a todos os presentes encantados com sua performance e também com seu carisma, e não seria por menos, pois é marcante demais assistir um homem que no alto dos seus 90 anos de idade, toca com a maestria de um menino. Impossível não admira-lo.

 Recebendo homenagem de Malu Ravagnani, uma das idealizadoras do evento.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Mictian, ex-Unearthly, com força total em sua nova banda, AFFRONT.

Por muitos anos Marcelo Mictian tocou no Unearthly, liderando um dos grupos de Black Metal mais bem sucedidos no Brasil, mas os tempos são outros porque o grupo encerrou suas atividades e agora Marcelo está com um novo projeto chamado AFFRONT.
Vamos ao papo.

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

1 – Depois de tantos anos tocando com o Unearthly, você ressurgiu com uma nova banda, o Affront. Como tem sido tocar esse novo trabalho?
M.Mictian: As dificuldades são as mesmas nos aspectos de suporte pra shows, divulgação, lançar um cd e etc. mas me sinto mais confiante com relação ao AFFRONT pois em pouco tempo conseguimos alcançar coisas que demoraram anos para se conquistar com o Unearthly, mas o trabalho é duro e tem que ser ininterrupto vamos seguir trabalhando e fazendo o que amamos.

2 – O Unearthly fazia Black Metal, enquanto o Affront faz Death Trash Metal. Seria se repetir como músico se você estivesse em uma nova banda fazendo o mesmo tipo de som que a anterior?
M.Mictian: Eu adoro Black Metal, mas realmente montar uma banda nova e fazer a mesma coisa que já vinha fazendo durante anos, seria ficar se repetindo, eu realmente queria fazer algo diferente encarar outros aspectos do Metal, explorar outros universos e fazer um estilo de metal que também adoro esse seria o desafio e o encaramos.

3 – O que você está fazendo em sua carreira com o Affront que você não fez com o Unearthly?
M.Mictian: Estou cantando (risos); O AFFRONT é algo bem livre não temos que ficar preso a nada, nós simplesmente vamos lá eu e R.Rassan (guitarrista) e compomos as canções da maneira que ela vem em nossas mentes em nossas almas, sem pré-julgamentos não temos intenção de fazermos os melhores dedilhados, os melhores riffs nada disso, simplesmente fazemos Metal a nossa maneira.

4 – Falando tanto em Unearthly, por que a banda acabou? Haveria alguma possibilidade futura do grupo voltar?
M.Mictian: Já há algum tempo eu vinha moldando o AFFRONT em minha cabeça, mesmo com o Unearthly na ativa, a verdade é que não tinha mais vontade de trabalhar com algumas pessoas que estava na banda, eu já tinha a ideia na minha cabeça de “enterrar” o Unearthly.e aos poucos as coisas se caminharam para isso de forma concreta. No momento não penso em voltar com o Unearthly; O AFFRONT caminha muito bem e estamos bem felizes com isso até o momento.

5 – No Affront, além de tocar baixo, você passou a cantar. Já tinha essa intenção ou foi por que não encontrou alguém para ser um vocalista? E como tem sido essa experiência?
M.Mictian: Eu já fazia backing vocals no Unearthly eu realmente não seria o vocalista do AFFRONT mas quem eu chamei para cantar, na hora “H” desistiu e ficamos sem saber o que fazer por alguns dias. Nesse meio tempo R.Rassan (guitarrista) me convenceu a cantar e eu encarei e fui em frente, a princípio, nos primeiros shows tive que me adaptar a nova função, mas aos poucos a coisa foi fluindo e hoje estou perfeitamente adaptado.

6 – Primeiro Lyric vídeo e depois, disco lançado, clipe no ar. Quais são os planos futuros do Affront depois disso?
M.Mictian: Nós temos 2 vídeos clipes, um lyric vídeo no youtube, e começamos a preparar mais um vídeo clipe que coincidirá com o lançamento do álbum na Europa em janeiro, acredito que no próximo ano também faremos uma turnê na Europa e também estamos compondo um álbum novo para o segundo semestre de 2018. Seguimos trabalhando firme com esse pensamento.

7 – Recentemente eu assisti shows de algumas bandas de Black Metal Brasileiras e a impressão que eu tive é que por mais que algumas fossem boas, poucas realmente se destacavam fazendo alguma diferença para o estilo, pois pareciam copiar o Mayhem musicalmente e visualmente.  Para você, que por anos tocou o estilo, concorda ou acha que a definição do estilo é essa e não tem que mudar?
M.Mictian: Eu acredito que cada um deve fazer o que acha melhor para si, eu sou fã do Mayhem, mas nunca quis fazer algo parecido ao que eles faziam ou fazem, eu sempre tento e procuro fazer algo bem intimo sem querer reinventar qualquer que seja o estilo de Metal. Eu acho que cada músico segue o que acha melhor e vai colher o que isso lhe proporcionar, o Metal está aí há décadas e com suas influencias, e por mais que façamos algo novo vai sempre lembrar o que já foi feito antes.

Marcelo Mictian
8 – Tua identidade musical está sempre ligada ao Metal extremo. Você só ouve esses estilos ou ouvem outros tipos de som? Se tivesse a oportunidade de tocar algo que não fosse Black, Thrash ou Death Metal, você faria isso?
M.Mictian: Exato eu sou um fã do Metal extremo e suas vertentes, mas não acho que isso me proibida de ouvir outros estilos de músicas, o ser humano é livre muita das vezes o que uns acham ruim outros amam; Eu gosto de ouvir música regional algo como Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, e gosto muito da cultura Nordestina, também ouço algumas coisas pop: Michael Jackson, Simply Red, Pink Floyd, New Model Army, Muse etc.

9 – Deixe suas considerações finais para os leitores do Arte Condenada.
M.Mictian: Obrigado ao Arte Condenada pela oportunidade de mostrar um pouco do nosso trabalho e ideias, força sempre “Tamu Juntu”.

Links do AFFRONT:




sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ZAKK SABBATH – Um homenagem mais do que digna aos Pais do Heavy Metal.

ZAKK SABBATH
Local: Circo Voador – lapa-Centro/RJ
Dia: 17/11/2017
Por Luis Carlos
Fotos por Luciana Pires

Zakk Wylde já é uma figura bem conhecida no Brasil por idas e vindas em nosso país por conta dos shows do Ozzy, e principalmente, pelo Black Label Society. Zakk é hoje a figura maior do que chamam de “Guitar hero”, pois além de ser um guitarrista brilhante, é também um bom pianista, e claro, canta super bem. Para quem ainda não assistiu, acho que Zakk deveria ser comediante também, pois seus vídeos em sua rede social são impagáveis, mas vamos ao show porque o papo aqui é música.
Com um nome que eu achei sensacional, Zakk Sabbath, o guitarrista voltou para o Brasil em mais uma turnê sul-americana onde dessa vez ele estaria tocando clássicos do Black Sabbath em sua fase inicial, ou seja, com Ozzy Osbourne, aquele a quem Zakk é eternamente grato por ter feito dele um músico mundialmente conhecido. Contando com mais dois músicos, Blasko, também baixista do Ozzy, e Joey Castillo, o trio subiu ao palco para simplesmente fazer aquilo que eu já tinha visto anteriormente em vídeos de outros shows da turnê, a de levar o Circo Voador abaixo. A casa estava cheia, repleta de fãs do guitarrista e daqueles que veem no Black Sabbath, a figura maior do Rock pesado, e onde eu mesmo me incluo nesse pensamento.

Zakk Wylde e Banda lotou o Circo Voador.

Assim que apareceu no palco como um “ viking insano” empunhando sua tradicional guitarra e marca registrada, ele deu os primeiros acordes de “Supernaut” e dali em diante foi só correr para o abraço e dar o show como jogo ganho. Como escrevi antes, ele só tocou músicas da fase com Ozzy, porém, discos como “Sabotage”, “Technical Ecstasy” e “Never Say Die” foram deixados de lado, o que eu achei uma pena, porque ele mesmo já tocou uma versão maravilhosa de “Junior`s eyes”, música do “Never say die” com o Black Label Society. E antes que me perguntem: E o “13”? Bem, convenhamos que esse disco não produziu nenhum clássico, certo?

Falando nisso, entre tantos clássicos tocados foi bem interessante ouvir “A National Acrobat” e “Wicked World”, músicas nem tão comuns no set do próprio Sabbath. A primeira por ser parte de um disco mais complexo da carreira como foi o “Sabbath Bloody “Sabbath”, do qual eu chamo de “O disco progressivo do Sabbath”, e da segunda, parte do primeiro e homônimo disco “Black Sabbath”, por ser uma música bem longa. As faixas clássicas desses discos e que curiosamente dão nome aos trabalhos, acabaram ficando de fora. Ouvir “Snowblind”, “Children of the Grave” e “War Pigs”, onde essa última encerrou a apresentação, foi emocionante demais, mas ao mesmo tempo esperado, enquanto músicas como “Lord of this World” e “Fairies Wearr Boots” soaram melhor nos meus ouvidos, já que a sensação de ouvir músicas que mesmo bem conhecidas soam como “lado b” é bem mais gratificante. “Hand of Doom” poderia ter ficado legal se não acabsse servindo só para apresentar os integrantes no palco. Para um fã do Sabbath como eu que também é mais fã da banda na fase com Ozzy, gostaria de ouvir mais canções no set, entre elas ‘Sympton of the Universe”, “Dirty Women” e “After Forever”, porém, saí do Circo Voador mais do que satisfeito por ter assistido Zakk Wylde detonar em cima do palco mais uma vez e saber que ele voltará no que vem com o Ozzy em pessoa para sua turnê de despedida. 

Uganga, música sem fronteiras e de muita qualidade.

O Uganga é uma banda que vem se destacando no cenário brasileiro pelo que faz, porém, indo além do que tem como padrão de um estilo ao f...