segunda-feira, 11 de junho de 2018

SAXON e sua fase mais clássica.

SAXON em sua fase mais clássica.

Quando menciono fase clássica do Saxon, isso também não significa que o que veio depois seja ruim, porém, historicamente não foi tão significativo e influenciados como os seis primeiros discos de sua carreira.
Nessa discografia ainda entra um grande disco ao vivo chamado “The Eagles has Landed”, o que totalizaria sete, mas o que prevalece mesmo são discos lançados em estúdio. Formada em 1976, a banda inicialmente já começou com toda sua formação original e ainda com outro nome, mas ao incorporar o nome atual e fazer diversas apresentações, após 3 anos decidiram que era chegada a hora de lançar seu primeiro trabalho. A partir do lançamento do primeiro disco, auto-intitulado, em 1979, o Saxon seguiu lançando um clássico atrás do outro. Aliás, antes mesmo da explosão do movimento N.W.O.B.H.M que despontaria no ano seguinte. Ou seja, o Saxon é praticamente um dos pioneiros do estilo.
Vamos a discografia comentada que abrange do primeiro disco até o Crusader, trabalho lançado em 1984 em um box espetacular.

Texto por Luis Carlos
Imagens: reprodução/internet

Saxon em 1980.


SAXON (1980)

O primeiro registro do grupo já mostra uma banda compromissada com o Heavy Metal, estilo que teve seu embrião nos riffs de Tony Iommi do Black Sabbath e onde o Judas Priest viria a moldar na mesma década de 70.
O Saxon aprendeu a lição e veio com a cartilha pronta, e uma formação musical de respeito, ainda mais pelo exímio vocalista Bill Byford, um excelente cantor que deveria até ser mais reconhecido pelo que fez e ainda faz, já que com seus 67 anos de idade continua cantando com maestria. “Rainbow Theme” já é uma paulada de primeira e mostra que o grupo não veio para brincadeira, sucedida de “Frozen Rainbow”. Tem ainda “Judgmente Day” e “Militia Guard” como exemplos de boas músicas.
O trabalho é muito bom, porém, comercialmente não produziu nenhum clássico, coisa que viria acontecer com o lançamento do segundo disco. O trabalho veio com a “Judgement Day” em uma bela versão ao vivo.

WHEEL OF STEEL (1980)



Um disco que abre com “Motorcycle Man” não pode dar errado, afinal, estamos diante de uma obra-prima. A seguir vem “Stand up and be Counted”, música que tem uma entrada bem parecida com ”No Class” do Motorhead.
A seguir mais clássicos do Saxon no decorrer do disco como 747 (Strangers in the Night), a faixa título “Wheels of Steel” e “Machine Gun”, inclusive, essas músicas entrariam no disco que seria lançado ao vivo dois anos depois. Esse disco é considerado um dos melhores da banda e suas músicas fazem parte do set list do grupo até hoje e foi com ele que o grupo passou a ganhar notoriedade em suas turnês, passando a tocar como headliner.
A formação se manteve a mesma que do disco anterior. Além de Byford no vocal, a banda se completava com os guitarristas Paul Quinn e Graham Oliver, o baixista Steve Dawson e o baterista Pete Gill. Esse último foi o primeiro baterista do Motorhead. Para esse disco, mais uma versão ao vivo, dessa vez para “Stallions of the Highway”.


STRONG ARM OF THE LAW (1980)

 O Saxon fez o que muito comum nos anos 70, que era uma banda lançar dois discos de estúdio no mesmo ano. “Strong...” veio na carona do sucesso do disco anterior, e apesar de considerar um bom disco, não repetiu o sucesso do trabalho anterior.
Ainda assim, o trabalho marcou terreno com músicas como a faixa-título e “20.000 Ft”. Incluiria ainda a poderosa "Heavy Metal Thunder" e seu refrão pegajoso, "To Hell and Back again. Esse disco marcou o aumento da fama pelas turnês que promovia ano após ano.
É um trabalho poderoso que certamente pavimentou para aquele que para mim seria o melhor trabalho do Saxon.




DENIN AND LEATHER (1981)


 Quarto e na minha opinião o melhor disco do Saxon até hoje. Não é por menos, já que o disco começa com aquela música que eu considero não só como a melhor já feita pela banda, como também é um daqueles hinos do Heavy Metal: “Princess of the Night”.
O nome do disco foi inspirado no visual dos Headbangers da época. A capa, ainda bem comum, como foi com os dois discos anteriores. Esse trabalho também foi o último com a formação clássica. Ou seja, com o baterista Pete Gill, que foi substituído por Nigel Glocker. O disco gerou duas de suas músicas mais clássicas, a já citada “Princess...” e “And the bands played on”. Essa última, uma letra que fala da resistência em se tocar Heavy Metal. Outro hino faz parte desse disco, “Never Surrender”, daquelas músicas que você canta o refrão com os punhos para o alto.

THE EAGLES HAS LANDED (1982)

Mais um daqueles clássicos discos ao vivo na história do Heavy Metal. OO Saxon vivia um excelente momento em sua carreira e talvez fosse ideal coroar esse momento com um disco ao vivo.
O trabalho mostra clássico atrás de clássico, em um set list que você até tem o que por, mas não tem o que tirar. Apesar de já mencionado com um disco que não tenha lançado clássicos, achei uma pena não incluírem nenhuma música do primeiro disco. A banda estreava o baterista Nigel Glocker, um instrumentista melhor que o original Pete Gill, e que ficaria na banda por muito tempo. Inclusive ainda faz parte da atual formação ao lado do vocalista Byford e do guitarrista Quinn.
Outro detalhe bacana é que o nome do disco foi escolhido pelos fãs, e o Saxon começaria a partir dali a entrar no mercado americano, coisa que influenciaria um pouco a sua música.

Saxon e alguns fãs (1982).


POWER AND GLORY (1983)

Primeiro trabalho de estúdio do baterista Glocker e também o último a contar com o baixista Steve Sawson. Em “Power and Glory” você continua a ouvir o Heavy Metal típico do Saxon, porém, com algum direcionamento mais Hard em suas músicas.
Com esse trabalho, lançaram seu vídeo oficial pela primeira vez chamado “Saxon Live”. Um detalhe é que nesse disco, a última música se chama “The Eagles has Landed”. A faixa-título é outra canção que eu destaco nesse disco, assim como “Warrior” e “Watching the Sky”.
A capa deu uma melhorada, ainda que não seja um primor e bem inferior à do primeiro disco. A cor é que não me agrada, mas está valendo e parece ter sido o começo de futuras capas bem melhores e uma preocupação maior com a arte.



CRUSADER (1984)

 Com uma pegada mais Hard, influência direta do mercado americano, e que já vinha se desenhando no disco anterior, “Crusader” tem a capa que eu considero a mais clássica da banda.
Além de boas músicas próprias, o trabalho ainda traz um cover de “Set me Free” do Sweet. A canção “Crusader”, “Sailing to America” (belíssima indireta comercial) e “Bad Boy (like to Rock and Roll” são alguns destaques, e onde você vê que certas letras demonstrarem essa clara intenção de conquistar o mercado americano.
É um bom disco e daqueles que eu considero o encerramento da primeira fase clássica do grupo que depois passaria a fazer discos mais comerciais, mas, sem também deixar de ser um grupo de Heavy Metal e se aventurar em sonoridades ruins.

sábado, 9 de junho de 2018

QUEEN "de 1976 a 1979"

QUEEN – “1976 a 1979”

            O Queen já estava com o jogo ganho e reconhecido em quase todo o mundo, mas isso ainda era pouco para Freddie Mercury e seus asseclas. A partir de "A Day at the Races" os ingleses começariam a dar maiores passos para se tornarem uma lenda mundial em canções que daquele acentuamento mais complexo em composições que flertavam até com o Rock Progressivo em suas mais variadas virtuoses passariam a ganhar uma roupagem mais popular, e como o segredo do Queen era não ter uma fórmula e misturar era lucro, foi nessa época que o grupo começou a crescer cada vez mais.

Texto por Luis Carlos
Imagens / reprodução internet




A DAY AT THE RACES (1976)

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         Considero esse disco como um trabalho de transição, que se consolidaria de vez com o trabalho seguinte. Em "A day at the Races" a banda começa a dar seus primeiros passos em tipo de som mais popular, como por exemplo, em músicas como "Somebody to Love" e "Good old-Fashioned Lover Boy". 
O disco abre com o rockão de "Tie your Mother Down", uma composição bem antiga feita por Brian May feita em 1968 quando ainda era um estudante. Tem ainda a pesadíssima "White Man", além de "Drowse", canção composta e cantada pelo baterista Roger Taylor. Outro destaque é "Teo-Torriatte (Let us clinf Together), uma canção estranha e com dois refrões cantados em japonês. É uma das únicas três músicas do Queen (junto com "Las Palabras de Amor", do Hot Space, e "Mustapha", do Jazz) a ter uma estrofe ou refrão cantado em uma língua que não seja inglês.



NEWS OF THE WORLD (1977)

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Meu segundo disco do Queen preferido. Co messe trabalho o Queen começou a largar aquela imagem e fórmula de uma banda setentista em músicas mais complexas e arranjos mirabolantes. Ainda que estivéssemos ainda na década, o Queen começava a abraçar mais o Pop no sentido de que suas músicas ganhavam uma roupagem mais acessível.
A banda começou a criar hits a partir desse disco, onde músicas que se tornariam icônicas para o estilo sairiam desse trabalho, caso de “We will Rock you” e “We are the Champions”. O disco possuía ainda outras grandes canções como “It`s Late”, “Get down, make Love” e “Spread your Wings”, a “quase Punk” música “Sheer hard Atack” (e curiosamente em um disco lançado no auge do Punk Rock)sem esquecer da bela canção que fecha o disco, a suave “My Melancholy Blues”.
Ainda que meu disco preferido do Queen seja o “A Night at the Opera”, esse disco consegue superar em hits e músicas mais conhecidas que futuramente fariam parte do set list do Queen ao longo dos anos. Que baita disco !!!

JAZZ (1978)

Em plena efervescência do Punk Rock com bandas tocando seus míseros 3 acordes em canções que mais despontavam pela energia do que pela técnica e musicalidade, o Queen resolveu simplificar mas claro, do seu jeito.
Um trabalho que abre com a estranha "Mustapha", uma canção que mistura letras em inglês, árabe e persa. Mais alguns hits do Queen fizeram parte desse disco em músicas como "Fatt Bottomed Girls" e "Bycicle Race". Temos ainda a divertidíssima "Don`t Stop me Now", aquele tipo de canção que você sai com vontade  de cantar e dançar junto. Temos a fofa "Let me Entertain you" e "More that Jazz, com uma letra venenosa e crítica do baterista Roger Taylor ao que acontecia com o mundo da música em relação ao Rock.



LIVE KILLERS (1979)

Finalmente o Queen lançava seu primeiro disco ao vivo, onde o grupo condensa em apanhado de 22 canções um pouco de sua carreira e esbanja no palco aquilo que o tornaria ainda maior entre seus fãs, com apresentações arrebatadoras e um grupo que na época já estava no auge. 
O legal é que nesse disco o Queen tocava músicas que depois não se ouviria mais em seus set list. A música "We will Rock you" é tocada duas vezes, uma em sua versão normal e uma bem rápida e pesada que abre o show dos ingleses. Quando eu mencionei sobre canções que o Queen nunca mais ou pouco tocou depois, eu falo de "Dreamers Ball" e "Spread your Wings".
Minha única reclamação desse disco é o fato de não terem tocado a canção "Bohemian Rhapsody" completa, o que depois não seria repetido já que a música se tornaria um clássico que nem mesmo eles ousariam afrontar. Mas, certamente "Killer Queen" é um daqueles discos lives clássicos do Rock and Roll e que também serviria para encerrar um ciclo na carreira do grupo, coisa que aconteceu com diversas bandas da década de 70 que entrariam na próxima década com uma roupagem mais pop. Com o Queen não foi diferente.





quinta-feira, 7 de junho de 2018

NO CLASS, uma produtora carioca com muita classe.

Se a produtora se chama NO CLASS, contrário do nome isso não se traduz no que eles fazem enquanto produtores de shows no Rio de Janeiro,  já que pela competência e profissionalismo com que eles fazem o seu trabalho, não ter classe é só uma singela homenagem ao Motorhead mesmo.
Atualmente a mais atuante no cenário carioca quando falamos em produzir show, aproveitei para bater um papo com Felipe Eregion, um dos integrantes desse time. Além de Felipe, a equipe é formado por Paulo Doc e Jonathan Cruz, ambos integrantes do Lacerated and Carbonized, e Samuel Sotero.
Vamos ao papo.

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: Arquivo pessoal.


Equipe da NO CLASS com o Moonspell.


1 – Como é que surgiu a ideia de criar a No Class?
Felipe: Com o Jonathan e o Paulo Doc, nós já tínhamos trabalhado em produções anteriores juntos e logo após minha "aposentadoria" do Unearthly decidimos formar a agência, no inicio nosso quarto sócio era o Thiago Barbosa baixista da banda Forceps, mas ele acabou se mudando para Campinas e mudando seus planos, com isso nosso amigo de longa dada Samuel Sotero assumiu posto .
Gutalax em um evento promovido em Caxias/RJ.
2 – A No Class possui um diferencial de outras produtoras cariocas, já que possui uma equipe com boas parcerias formada por músicos e também pessoas que trabalham como manager de turnês para outras bandas. O foco da produtora é esse? Fazer várias coisas ao mesmo tempo?
Felipe: Exatamente, acredito que essa é a única forma de sobreviver no mercado, ser polivalente é o que põe o pão na mesa.



Borknagar ao vivo no RJ.




3 – Diante de um cenário tão diferente como o de hoje em se tratando de Heavy Metal, a No Class ainda aposta suas fichas no estilo mesmo com um público mais escasso do que no passado. Por que?
Felipe: Pelo amor ao estilo, o tanto que as pessoas envolvidas com Heavy Metal globalmente nos ajudaram a viver nossos sonhos como músicos a agência é também uma forma de retribuir a cena.


No Class com o Torture Squad na Colômbia.
4 – Mas além do Metal, tenho visto que a produtora tem apostado em outros segmentos. É um novo caminho que a produtora pode seguir?
Felipe: Trabalho é trabalho, desde que não seja algo que deponha contra nossa carreira, com certeza iremos fazer.
Jonathan Cruz

Paulo Doc
 
Samuel Sotero



5 – Qual o melhor show da produtora e qual aquele que não atingiu as expectativas?
Felipe: Moonspell com certeza foi um dos melhores pela energia geral do show, foi muito boa, banda e produção tudo 100%. Infelizmente nesses 2 anos de produtora mesmo trabalhando com bandas de renome os prejuízos não foram poucos, o evento do Gutalax que tínhamos uma expectativa diferente sobre o show, mas a banda e a galera presente fizeram tudo valer a pena, foi um show do caralho, agora com o Onslaught e o Daniel Cavanagh além do prejuízo financeiro eles foram bem cuzões. 




No Class com o Borknagar no México.
6 – Diante de um cenário sempre tão rico musicalmente como é o Rio de Janeiro, quais bandas se destacam? Existiria um dia a possibilidade de fazer um festival?

Felipe: Nós já fizemos um No Class Fest com 8 bandas, é uma puta produção mas rolou e pretendemos fazer outros sim, mas só o tempo vai dizer.
Felipe da No Class.






7 – Para fechar. Qual a banda que seria um sonho realizado se fosse produzido pela No Class?

Felipe: Alice In Chains.

ANTHRAX “De 1993 a 2003"”


ANTHRAX “De 1993 a 2003”

A relação entre Scott Ian e Charlie Benante, líderes da band, e o vocalista Joey Belladonna já estava ficando desgastada, ainda com mais com a vontade de uma mudança no direcionamento musical da banda, e onde Belladonna, vocalista do grupo, parecia não se adequar muito a tal proposta. 
Depois do último disco de estúdio, "Persistence of Time", ainda foi lançado uma coletânea de "Lado B" chamada "Attack of the Killer B`s", mas, nem isso salvaria uma suposta separação entre eles e o que se encaminhava era o desligamento do vocalista. Belladonna saiu e para seu lugar entrou um bom vocalista, aliás, um cara bem conhecido. Era John Bush, vocalista bem conhecido por seus trabalhos no Armored Saint. Aliás, o Armored Saint acabaria cedendo futuramente outro integrante para o Anthrax, com Joey vera no lugar de Frank Bello. Outra curiosidade é que tanto Bush como Vera, não quiseram entrar no Metallica.
A partir daí foi uma nova fase na carreira do Anthrax, com uma sonoridade ainda pesada, porém, bem distante daquele Thrash metal que os fãs estavam acostumados. Inclusive, foi com essa formação o grupo veio pela primeira vez ao Brasil. Aqui no Rio, o show foi no Imperator e eu fui o primeiro a chegar ao local. 
Vamos ao papo sobre a parte 2 da discografia comentada do Anthrax.

Texto por Luis Carlos
Imagens: reprodução / internet.

Anthrax com novo vocalista: John Bush.



SOUND OF WHITE NOISE (1993)

Primeiro trabalho com John Bush e para mim o melhor disco com ele. O disco contou com a produção de Dave Jerden, produtor conhecido por produções com bandas de Seatle. O  disco é uma pancada, abrindo com a belíssima e pesada "Potters Field". A música seguinte se tornou um clássico do grupo, inclusive incluída em set mais atuais e cantadas por Belladonna. Outra nota é que James Hetfield do Metallica falou que essa música é uma das mais completas que ele ouviu. 
Mesmo achando New Metal uma chatice, tenho que concordar que esse disco flerta ou quem sabe não seja um dos pioneiros desse estilo. Mas longe, bem longe dos cacoetes que os grupos do estilo possuem e flertes com coisas mais pop. Esse disco está bem longe disso. Outras canções permeiam o disco com muita qualidade, caso de "Invisible" e "1000 points of Hate". 
Uma música do disco só saiu em Cd, não em vinil. Foi "Black Lodge", canção composta pela banda e por Angelo Badalamenti, músico que fez trilha para filmes como "Twin Peaks". Essa série fez muito sucesso no Brasil. Quem não lembra de: "Quem matou Lara Palmer? Para quem viveu intensamente a década de 90 sabe o que eu estou falando. Esse disco foi o último trabalho com o guitarrista Dan Spitz.


STOMP 442 (1995)

Considerado o disco mais fraco do Anthrax, Stomp 442 é um trabalho lançado com um novo guitarrista: Paul Crook. Músico bom, que acabou passando desapercebido pelo grupo. Dimebag darrel, saudoso guitarrista do Pantera, tocou como  músico convidado e talvez tenha tido mais destaque que Crook. Já imaginou se Dimebag entrasse no Anthrax ?
O grupo ainda conseguiu algum destaque co mduas músicas: "Nothing" e principalmente por Fueled. Uma curiosidade é que esse disco é o único que a banda não usou seu logotipo tradicional. Ainda possui algumas outras boas canções, como: "King Size" e "American Pompeii", mas mesmo para mim que sou fã de carteirinha deles, concordo que esse disco não teve êxito na carreira do Anthrax.
Todas as músicas foram compostas elo baterista Charlie Benante, cabendo as letras ficarem com Bush e Scott. Teria sido esse um passo errado nas composições do disco ? Vai saber.


Anthrax como quarteto.



VOLUME 8: THE THREAT IS REAL (1998)

Oitavo disco do grupo, "The Threat ios Real, consegue ser melhor que o anterior, porém, ainda não trouxe um Anthrax tão disposto a recuperar a sua posição no mercado como uma banda inspiradora e excelente que era. O grupo se lançou como um quarteto, sem um guitarrista solo, o que para mim foi mais um passo errado. 
Novamente o batera Charlie Benante se repetia com o maior número de composições em uma fórmula que apenas parecia um pouco melhor que feita no "Stomp 442", em canções que por mais que não fossem ruins, também não possuíam por nenhuma excelência. Outro fator que contribuiu para tornar o disco até um pouco cansativo foi o fato de possuir muitas músicas, que totalizavam em 13 canções que não tinham muito a dizer, e onde 8 ou 10 canções já pudessem resolver tudo.
"Inside Out" foi uma das poucas que conseguiu algu mdestaque, mas dá para "pescar" alguma boa canção aqui e ali , como: "Catharsis" e "604". O trabalho contou com a participação do ex-guitarrista Paul Crook em algumas canções, além de novamente contar com Dimebag Darrel, e também de outro companheiro do Pantera, o vocalista Phil Anselmo. Frank Bello, baixista do grupo, canta na música "Piece", uma belíssima balada que encerra o disco.


INSIDE OUT (1999)


"Inside Out" é um EP com 4 músicas. O disco possui 2 versões, que além da faixa-título, possuem alguns covers. Em ambas edições a música "The Bends" do Radiohead está incluída. Mas fora isso, em cada u mdeles possuem versões para "Phantom Lord" do Metallica, "Snap / I'd Rather Be Sleeping" do D.R.I. e "Giving the Horns", música extra da banda que não entrou no disco anterior.
A banda se manteve como quarteto, e contando novamente com o o amigo e parceiro Dimebag Darrel do Pantera.


SUMMER (2003)

Após o lançamento de duas coletâneas, uma só com a fase de Joey Belladonna, e outra chamada "Attack of the Killer A`s" que mesclava toda a carreia do grupo, o Anthrax lançou mão de mais um EP antes de mais um trabalho completo.
Summer foi um apanhado de músicas que já tinha saído como bônus, ou seja, praticamente uma coletânea de Ep`s em excelentes versões executadas pela banda das mais variadas bandas e estilos. Aliás, isso é uma coisa que eu sempre admirei no grupo. De novidade mesmo só a canção "Safe Home", e daí recheado de covers como "Watchin`You" do Kiss, "Cowboy Song do Thin Lizzy e "Dethroned Emperor" do Celtic frost.


WE`VE COME FOR YOU ALL (2003)

Ainda que tenha sido o último disco com John Bush, esse trabalho trouxe o Anthrax para os trilhos. É o meu segundo disco preferido com  Bush nos vocais, só perdendo mesmo para o primeirão. A entrada de Rob Caggiano, que além de músico é um produtor de mão cheia, trouxe para o grupo uma energia maior, inclusive, com ele a banda ganhou mais dinamismo no palco. Mesmo Dan Spitz, guitarrista clássico do grupo, não era tão bom quanto Rob, que faz falta até hoje, já que o novo guitarra do grupo, ainda me parece meio deslocado no grupo.
Rob, entre entradas e saída do grupo, ficou até o Ep "Anthem" e hoje faz parte do chatíssimo Volbeat. Gostraia muito que Rob voltasse pro Anthrax. O trabalho conta com excelentes composições: "What Doesn't Die", "Superhero", a já citada "Safe Home" e "Black Dahlia". Outro fator importante foi que as músicas forma escritas por todos os integrantes.
Além da "figura repetida" Dimebag como participação, dessa v ez o disco contou como lendário vocalista do The Who, Roger Daltrey.

Anthrax com Joey Vera em sua formação.


Depois desse trabalho vieram sucessivos lançamentos de coletâneas e discos ao vivo, onde destaco "The Greater of Twho Evils", onde músicas antigas foram cantadas por John Bush em um trabalho lançado ao vivo, mas dentro do estúdio para poucos e afortunados fãs. Nesse meio tempo Frank Bello saiu do grupo, indo tocar no Helmet, e foi substituído por Joey Vera, e assim, permaneceu por alguns anos em uma carreira ainda sólida, mas que acabaria cedendo ao mercado e as propostas irrecusáveis para que a antiga formação se reunisse.
Isso acabou acontecendo e Dan Spits e Joey Belladonna voltaram, porém, apenas Belladonna ficou na banda, e continua até hoje com um Anthrax revigorado e ainda lançando excelentes trabalhos, e claro, voltando ao velho Thrash Metal, mas como uma identidade repaginada e antenada com o que existe de novo. Até me arrisco dizer que entre a tal "Big Four", o Anthrax é hoje a banda mais relevante em discos que têm muito mais a dizer do que dos seus companheiros que ainda se repetem com velhas fórmulas ou mais parecem desgastados por elas em discos que não saem do senso comum.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

SHAMAN - 2002-2006 (discografia comentada)

SHAMAN

Bem recentemente o Shaman anunciou uma reunião e apesar de isso não aparentar uma provável volta da banda, isso não deixou de ser uma surpresa, já que o grupo era formado em sua clássica formação por Hugo Mariutti e 3 ex-integrantes do Angra: Andre Matos, Ricardo Confessori e Luis Mariutti, irmão de Hugo.
Com essa formação o grupo lançou 2 discos oficiais, além de um ao vivo em CD e DVD. Considero na minha opinião com uma das melhores bandas do Brasil em se tratando de Metal tradicional e o que poderia se tornar uma grande banda. O mesmo problema com o Angra aconteceu com a saída de Hugo, Luiz e Andre em 6 anos de atividade, e só sobrando o baterista Ricardo Confessori para dar continuidade ao grupo, a carreira do Shaman nunca mais repetiu o mesmo sucesso, e com trabalhos que por mais que pudessem ser considerados bons, o grupo não repetiu o sucesso dos 2 primeiros discos em mais dois trabalhos com músicos, que futuramente acabariam formando o Noturnall. Com essa formação o grupo chegou a lançar um novo ao vivo, mas sem nenhum alarde também, encerrando as atividades em 2013.
Mas a matéria aqui é comentar os dois primeiros discos, trabalhos que são lembrados até hoje por quem curtiu excelentes shows em sua melhor fase. Eu mesmo pude assistir a grande maioria deles no RJ, em apresentações que me trazem boas memórias até hoje. Por essas que essa reunião é uma boa oportunidade para quem não viu a banda.

Texto por Luis Carlos
Imagem: reprodução / internet

Formação clássica: Confessori, Hugo, Andre Matos e Luís.


RITUAL (2002)

            Lançado em 2002, o trabalho teve produção ode Sacha Paeth, conhecido produtor que já tinha trabalhado com eles no Angra. O trabalho ganhou bastante destaque por misturar de maneira sublime estilos como Heavy Metal, música clássica e World Music.
O sucesso se tornou ainda maior quando o Shaman teve uma música incluída na novela “O Beijo do Vampiro” chamada “Fairy Tale”. O disco ganhou uma extensa turnê de divulgação, onde chegaram a abrir para o Iron Maiden em 2004 quando os ingleses tocaram em São Paulo. Difícil citar alguma música de destaque porque o trabalho é bom do começo ao fim, daqueles que nasceram para se tornar um clássico. Bom lembrar ainda a participação de Marcus Viana, músico bastante reconhecido pelo grupo Sagrado Coração da Terra, banda de Rock Progressivo dos anos 70. Marcus chegou a participar do DVD Ritualive, que contou ainda com Andi Deris e Michael Weikath do Helloween.
Faixas como "Here I Am", "Distant Thunder" e "For Tomorrow" impactaram também por serem belas composições com magníficos arranjos. Gosto muito de “Pride” também. Música que encerra o disco e que conta com o limitado vocalista Tobias Sammet, que felizmente não conseguiu estragar a música. Em 2015 o disco foi relançado com 4 faixas bônus, todas elas tiradas de demo-tapes. Outra coisa que chama atenção é o belíssimo trabalho gráfico, o que ao meu ver ficaria ainda mais genial se fosse em vinil. Isso foi lançado em vinil ? Eu desconheço.

REASON (2005)

Com outra gravadora e gravado no Brasil, “Reason” veio com a proposta de um Shaman com músicas mais simples, porém, bem mais pesado que o trabalho anterior, que foi gravado na Alemanha e lançado pela poderosa Universal Music, que parece não ter correspondido as expectativas de trabalhar com uma banda de Metal.  
Repetiram o produtor Sasha Paeth, que mais uma vez fez um excelente trabalho de acordo com aquilo que a banda se propunha. O trabalho contém excelentes canções como “Turn Away”, a faixa-título “Reason”, a belíssima balada “Innocence”, música que talvez seja a única mais parecida com o primeiro disco, e aquela que eu consider ao mais bacana: “Scarred Forever”. O grupo ainda resolveu lançar mão de um cover para uma música do Sisters of Mercy chamada “More”, curiosamente uma canção de um disco do grupo gótico onde eles mais exploraram as guitarras pesadas, o sensacional “Vision Thing”.
Infelizmente o mercado não respondeu tão bem ao disco como aconteceu com o primeiro trabalho, e sem um impulso maior por conta de uma gravadora grande que respondesse melhor ao mercado proposto pelo grupo, o impacto no público acabou sendo menor, fora as divergências que começavam a acontecer dentro do grupo. Após anunciarem o fim da carreira um ano depois, o vocalista Andre Matos decidiu seguir com sua carreira solo, sendo acompanhado pelos irmãos Mariutti e que futuramente revelaria para o Brasil e para o mundo o hoje baterista do Sepultura, Eloy Casagrande, na época ainda um menino. Mas isso é papo para outra matéria.

domingo, 3 de junho de 2018

SPEAK METAL OR DIE 2


SPEAK METAL OR DIE 2

Local: Planet Music – Cascadura / RJ
DIA: 02/06/2018

Resenha e fotos por Luis Carlos

Roni, guitarrista do Forkill e um dos produtores do evento “Speak or Metal”, se animou e resolveu fazer a segunda edição do evento. SORTE A NOSSA. Antes de começar a escrever sobre o que aconteceu no evento, é bom acrescentar que Roni é uma daquelas figuras carismáticas do Metal carioca que você admira quando o conhece, e não somente pelo músico que ele é, mas também pela pessoa honesta, divertida e motivadora. Seu amor pelo estilo é um exemplo para todos nós. Se mais pessoas na cidade fossem como ele, quem sabe isso aqui não estaria melhor, enfim, segue o jogo e a fé de que tudo pode dar certo.

Affront, grupo que encerrou o evento.

Já que eu falei do Forkill, na minha opinião o grupo carioca vem vivendo seu melhor momento. A começar pela entrada do novo vocalista, fato que eu já tinha comprovado desde a apresentação da banda na primeira edição do evento, e que atualmente já divulgam um novo disco, e consequentemente, um novo clipe desse mesmo trabalho que anda rolando em suas redes sociais. O set do grupo mesclou músicas de antigos e novos trabalhos, apesar do CD só sair em agosto, que segundo Ronnie, guitarrista do grupo, a expectativa é maior possível. Apresentação segura e de quem cresce a cada dia. Outra banda parceira do Forkill nesse evento é o Affront, grupo que também se apresentou na primeira edição e foi responsável pelo encerramento do evento, e, que vem sendo umas das mais atuantes entre as cariocas, inclusive tocando fora do estado. O grupo é novo e liderado pelo baixista e vocalista Marcelo Mictian, que já entra no palco com jogo ganho, seja tocando e cantando como fazendo algum discurso. Domínio total, ainda mais, por estar bem assessorado por uma boa dupla de guitarra e bateria que fazem com que o trio seja uma avalanche sonora monstra, em um híbrido de Thrash e Death Metal, mas sem soar forçosamente “Old School”, mas com uma pegada bem moderna até. O trio está trabalhando a todo vapor, inclusive com o lançamento de um novo single. 
Os veteranos do Savant.

Com todo respeito a primeira edição, esse cast acabou ficando ainda melhor, principalmente por duas antigas e excelentes bandas cariocas no cast: Prophecy e Savant, bandas que fizeram com que o evento realmente começasse. Ambas são Thrash Metal e com um bom tempo de carreira, lançando um trabalho novo aqui e ali. O savant divulga um novo disco e foi prazeroso ouvir canções como "Eyes of Butchery" e "Third Antichrist". Infelizmente, pelo tempo reduzido em função dos problemas técnicos, a clássica "No Hope" foi cortada do set. Talvez o Prophecy careça de um disco novo, já que diante de uma banda tão boa, a expectativa de quem assiste o quarteto é que o grupo lance logo um novo trabalho. Ambas têm líderes a sua frente que sabem o que fazem e possuem completo domínio de palco, Antônio (Savant) e Rogério (Prophecy) estão rodeados agora de uma nova formação e mostrando muito potencial. Espero que os grupos progridam ainda mais e não sejam prejudicados por uma nova mudança de formação. O Prophecy conta agora com Rafael, baterista que já foi do Unearthly, e o Savant com Fred, carismático músico que inclusive fazia aniversário no dia. Eu mesmo tive a sorte de ser contemplado com o último pedaço do bolo. Sobre o Savant, eu mesmo cheguei a tocar em um mesmo evento em Sepetiba quando fazia parte da Refugium Pecatorum. O grupo ainda se chamava Oráculo, e  oProphecy, conheço desde os tempos de "Bíblia Negra".

Prophecy e seu Thrash estilão bay Area.
As duas primeiras bandas foram o Meltdown e o Facing Fear. A primeira também faz Thrash Metal, mas carecendo ainda de alguma experiência de palco, e diante dos problemas técnicos ocorridos no palco por culpa da casa, não souberam contorna a situação e diante de um estresse aqui e ali fizeram um show com péssimas paradas durante sua apresentação, inclusive para que o vocalista ficasse reclamando, e pior, para que em um certo momento ele ficasse acenando para o baterista tocar mais devagar. Eu pensei: “Eles vieram para um show ou para ensaiar?” Sobre o vocalista, bem, carece de muita técnica ainda, principalmente pelos atrasos em cada fraseado da música. Encerraram seu set com um cover do “Annihillator”, o que agradou mais do que suas próprias músicas, que não são ruins, e do qual eu repito de que é uma banda que carece de mais experiência de palco e quando eles acertarem, tenho certeza que farão muitas coisas boas. Mesmo com a situação não estando favorável é preciso saber que aquele momento é do show e estão ali pessoas para assistir o grupo, não para ouvir reclamações. 
Ronnie, guitarrista e líder do Forkill.

O Facing Fear soube contornar melhor a situação, tanto que agradou mais o público que chegou mais à frente para assistir aqueles meninos vestidos de anos 80 e fazendo um som aos moldes do Stress, Centúrias, Azul Limão, etc. Tem boas músicas, ora cantadas em inglês ora cantada em português, em uma apresentação naquele estilão “True Metal” e toda aquela postura que muitas vezes para mim soa até caricata, Mas faz parte da cena. É legal, mas para quem viveu e curtiu aquela época, bandas assim acabam soando como uma mera cópia. Tudo bem, acho que o que eles menos desejam é ter algum diferencial e apresentar alguma novidade, mas sinto falta de mais identidade quando uma banda é nova. O vocalista canta bem, apesar do inglês ruim disfarçado em sua potente voz, o que talvez fosse melhor que a banda só cantasse em nossa língua. No palco ele “duelava” bem com o guitarrista, e o que deveria caber também a baixista, Nathalia Souza,que não sei se por limitações ou pela própria postura de palco, ficou à deriva na apresentação do grupo, já que seria bem interessante se ela se movimentasse mais. Para esse tipo de música, onde o contrabaixo muitas vezes só parece figurar na música, uma apresentação mais movimentada soma muitos pontos.

Metldown
Fazer um evento com um cast longo hoje não é fácil (mesmo com ausência do Pagan Throne, que eu não sei o motivo da ausência. Uma pena, gostaria de tê-los assistido), ainda mais se não tiver bandas legais e que realmente prendam um público que já costuma ser bem preguiçoso quando se trata de assistir eventos com bandas undergrounds. O público respondeu bem melhor do que a primeira edição. O local tem a tradição de acabar o show bem tarde, aliás, poderia muito bem tomar o lugar do saudoso Garage, clube que ficava na rua Ceará e onde boa parte de quem viveu a década de 90, frequentou assiduamente. Aliás, não confundam o Garage com essa balela de “garage vive”, de gente que na verdade só frequentou rua Ceará e open bar e sequer entrou no lugar. É bem diferente.
Nathalia Souza 

A casa vacilou com a produção ao serem surpreendidos no dia pelo aviso de que não tinham tomadas no palco !!! A casa mudou de dono e cogita-se de que não tenham mais shows por lá e eu espero que isso não aconteça. O evento foi melhor em todos os aspectos, também pela honestidade e profissionalismo de quem assumiu compromisso com os produtores ao tratar sobre os equipamentos para o evento, coisa que não aconteceu no evento anterior. Quanto aos produtores, bem, tiveram um trabalho dobrado, para não dizer triplo, para contornar todos esses problemas e resolveram tudo com muito empenho e dedicação.. Eles fizeram bonito em mais noite memorável para o Metal carioca. Se o intuito era superar a primeira edição, conseguiram com sobras, e agora, o próximo desafio é fazer com que a terceira edição aconteça. Espero que isso não demore a acontecer.


Uganga, música sem fronteiras e de muita qualidade.

O Uganga é uma banda que vem se destacando no cenário brasileiro pelo que faz, porém, indo além do que tem como padrão de um estilo ao f...