segunda-feira, 11 de junho de 2018

SAXON e sua fase mais clássica.

SAXON em sua fase mais clássica.

Quando menciono fase clássica do Saxon, isso também não significa que o que veio depois seja ruim, porém, historicamente não foi tão significativo e influenciados como os seis primeiros discos de sua carreira.
Nessa discografia ainda entra um grande disco ao vivo chamado “The Eagles has Landed”, o que totalizaria sete, mas o que prevalece mesmo são discos lançados em estúdio. Formada em 1976, a banda inicialmente já começou com toda sua formação original e ainda com outro nome, mas ao incorporar o nome atual e fazer diversas apresentações, após 3 anos decidiram que era chegada a hora de lançar seu primeiro trabalho. A partir do lançamento do primeiro disco, auto-intitulado, em 1979, o Saxon seguiu lançando um clássico atrás do outro. Aliás, antes mesmo da explosão do movimento N.W.O.B.H.M que despontaria no ano seguinte. Ou seja, o Saxon é praticamente um dos pioneiros do estilo.
Vamos a discografia comentada que abrange do primeiro disco até o Crusader, trabalho lançado em 1984 em um box espetacular.

Texto por Luis Carlos
Imagens: reprodução/internet

Saxon em 1980.


SAXON (1980)

O primeiro registro do grupo já mostra uma banda compromissada com o Heavy Metal, estilo que teve seu embrião nos riffs de Tony Iommi do Black Sabbath e onde o Judas Priest viria a moldar na mesma década de 70.
O Saxon aprendeu a lição e veio com a cartilha pronta, e uma formação musical de respeito, ainda mais pelo exímio vocalista Bill Byford, um excelente cantor que deveria até ser mais reconhecido pelo que fez e ainda faz, já que com seus 67 anos de idade continua cantando com maestria. “Rainbow Theme” já é uma paulada de primeira e mostra que o grupo não veio para brincadeira, sucedida de “Frozen Rainbow”. Tem ainda “Judgmente Day” e “Militia Guard” como exemplos de boas músicas.
O trabalho é muito bom, porém, comercialmente não produziu nenhum clássico, coisa que viria acontecer com o lançamento do segundo disco. O trabalho veio com a “Judgement Day” em uma bela versão ao vivo.

WHEEL OF STEEL (1980)



Um disco que abre com “Motorcycle Man” não pode dar errado, afinal, estamos diante de uma obra-prima. A seguir vem “Stand up and be Counted”, música que tem uma entrada bem parecida com ”No Class” do Motorhead.
A seguir mais clássicos do Saxon no decorrer do disco como 747 (Strangers in the Night), a faixa título “Wheels of Steel” e “Machine Gun”, inclusive, essas músicas entrariam no disco que seria lançado ao vivo dois anos depois. Esse disco é considerado um dos melhores da banda e suas músicas fazem parte do set list do grupo até hoje e foi com ele que o grupo passou a ganhar notoriedade em suas turnês, passando a tocar como headliner.
A formação se manteve a mesma que do disco anterior. Além de Byford no vocal, a banda se completava com os guitarristas Paul Quinn e Graham Oliver, o baixista Steve Dawson e o baterista Pete Gill. Esse último foi o primeiro baterista do Motorhead. Para esse disco, mais uma versão ao vivo, dessa vez para “Stallions of the Highway”.


STRONG ARM OF THE LAW (1980)

 O Saxon fez o que muito comum nos anos 70, que era uma banda lançar dois discos de estúdio no mesmo ano. “Strong...” veio na carona do sucesso do disco anterior, e apesar de considerar um bom disco, não repetiu o sucesso do trabalho anterior.
Ainda assim, o trabalho marcou terreno com músicas como a faixa-título e “20.000 Ft”. Incluiria ainda a poderosa "Heavy Metal Thunder" e seu refrão pegajoso, "To Hell and Back again. Esse disco marcou o aumento da fama pelas turnês que promovia ano após ano.
É um trabalho poderoso que certamente pavimentou para aquele que para mim seria o melhor trabalho do Saxon.




DENIN AND LEATHER (1981)


 Quarto e na minha opinião o melhor disco do Saxon até hoje. Não é por menos, já que o disco começa com aquela música que eu considero não só como a melhor já feita pela banda, como também é um daqueles hinos do Heavy Metal: “Princess of the Night”.
O nome do disco foi inspirado no visual dos Headbangers da época. A capa, ainda bem comum, como foi com os dois discos anteriores. Esse trabalho também foi o último com a formação clássica. Ou seja, com o baterista Pete Gill, que foi substituído por Nigel Glocker. O disco gerou duas de suas músicas mais clássicas, a já citada “Princess...” e “And the bands played on”. Essa última, uma letra que fala da resistência em se tocar Heavy Metal. Outro hino faz parte desse disco, “Never Surrender”, daquelas músicas que você canta o refrão com os punhos para o alto.

THE EAGLES HAS LANDED (1982)

Mais um daqueles clássicos discos ao vivo na história do Heavy Metal. OO Saxon vivia um excelente momento em sua carreira e talvez fosse ideal coroar esse momento com um disco ao vivo.
O trabalho mostra clássico atrás de clássico, em um set list que você até tem o que por, mas não tem o que tirar. Apesar de já mencionado com um disco que não tenha lançado clássicos, achei uma pena não incluírem nenhuma música do primeiro disco. A banda estreava o baterista Nigel Glocker, um instrumentista melhor que o original Pete Gill, e que ficaria na banda por muito tempo. Inclusive ainda faz parte da atual formação ao lado do vocalista Byford e do guitarrista Quinn.
Outro detalhe bacana é que o nome do disco foi escolhido pelos fãs, e o Saxon começaria a partir dali a entrar no mercado americano, coisa que influenciaria um pouco a sua música.

Saxon e alguns fãs (1982).


POWER AND GLORY (1983)

Primeiro trabalho de estúdio do baterista Glocker e também o último a contar com o baixista Steve Sawson. Em “Power and Glory” você continua a ouvir o Heavy Metal típico do Saxon, porém, com algum direcionamento mais Hard em suas músicas.
Com esse trabalho, lançaram seu vídeo oficial pela primeira vez chamado “Saxon Live”. Um detalhe é que nesse disco, a última música se chama “The Eagles has Landed”. A faixa-título é outra canção que eu destaco nesse disco, assim como “Warrior” e “Watching the Sky”.
A capa deu uma melhorada, ainda que não seja um primor e bem inferior à do primeiro disco. A cor é que não me agrada, mas está valendo e parece ter sido o começo de futuras capas bem melhores e uma preocupação maior com a arte.



CRUSADER (1984)

 Com uma pegada mais Hard, influência direta do mercado americano, e que já vinha se desenhando no disco anterior, “Crusader” tem a capa que eu considero a mais clássica da banda.
Além de boas músicas próprias, o trabalho ainda traz um cover de “Set me Free” do Sweet. A canção “Crusader”, “Sailing to America” (belíssima indireta comercial) e “Bad Boy (like to Rock and Roll” são alguns destaques, e onde você vê que certas letras demonstrarem essa clara intenção de conquistar o mercado americano.
É um bom disco e daqueles que eu considero o encerramento da primeira fase clássica do grupo que depois passaria a fazer discos mais comerciais, mas, sem também deixar de ser um grupo de Heavy Metal e se aventurar em sonoridades ruins.

2 comentários:

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