domingo, 29 de julho de 2018

Arena do Heavy traz de volta os velhos fãs da região em uma grande celebração ao estilo.


ARENA DO HEAVY
Lona Cultural Elza Osborne – Campo Grande / RJ
29/07/2018
Texto e fotos por Luis Carlos

Homenagem no telão durante a apresentação do Liverking.


Quem viveu a cena Metal na zona oeste na década de 90 sabe muito bem o que foi o evento Arena do Heavy e o que aquilo representou para aquele público que viu ali naquele mesmo lugar vários eventos acontecerem, muitos deles contando com bandas hoje históricas e em apresentações memoráveis, caso do The Mist, Quaterna Requiem, Tuatha de Danann, Metalmania, entre outros.
E nessa vibe, digamos nostálgica, que o evento deu novamente as caras trazendo no cast algumas daquelas bandas que fizeram parte daquela cena que acontecia na zona oeste durante a década de 90 formada por garotos extasiados pelo que acontecia com o som pesado na época. Sem contar com uma banda do cast, o Cancro, que não se apresentou, as demais bandas ali mostraram que o evento seria muito bacana e isso se concretizou pelo clima que pairou sob o local.
Exceto o Liverking e o FIC Trio, as demais bandas existiam na década de 90, cabendo ao Hicsos ser a única banda que se manteve ativa durante todo esse tempo. Mas o Liverking e o FIC trio são formados por músicos que tiveram passagens em outras bandas da época, caso do Blasted e do Blockhead. Assim como ambas são covers, prestando tributo aos grandes clássicos do estilo. 

Liverking
A primeira banda, Liverking, subiu ao palco por volta de 17:30 e fez uma belíssima apresentação que alternou entre clássicos do estilo com algumas canções próprias. Aliás, canções muito boas por sinal e que fazem com que eu torça para que produzam ainda mais, já que o grupo tem um grande potencial, a começar pelo vocalista Marcos Larbos, dono de uma grande voz. Já que eu mencionei clássicos, os destaques vão para as belíssimas "Easiy Livin" do Uriah Heep e "Remember Tomorrow" do Iron Maiden.

Sanskrit
Após um breve intervalo, e enquanto a lona cultural enchia um pouco mais, o clima era de total harmonia entre amigos que não sei viam por um bom tempo. Eu mesmo encontrei amigos que não via há mais de 20, 25 anos, e que estavam ali para celebrar o bom e velho Rock pesado. Esse era o clima do Arena do Heavy, que se perder a a alegria, homenageava dois velhos amigos da cena local: Pinguim e o Flavio, que faleceram recentemente. Falando desses caras, eles foram bem lembrados durante o show do Sanskrit, banda de Thrash Metal oriunda de Campo Grande. Pinguim era integrante do Cancro, grupo que não pode tocar no evento, mas que foi lembrado pelo cover que o Sankrit tocou contando co ma participação de dois integrantes do grupo. A música foi cantada pelo guitarrista Alessandro "modesto", que estava visivelmente emocionado durante a execução da música. em alguns momentos da apresentação do grupo, eles pareceram um pouco desentrosados, mas nada anormal para um grupo que não vem ensaiando constantemente como uma banda ativa, mas, longe de terem feito uma apresentação ruim, pelo contrário, fizeram um show excelente e um Thrash Metal tradicional com muita identidade.

Fic Trio

O FIC Trio foi a terceira banda a se apresentar e era a única banda não autoral do cast.  O grupo é formado por boa parte dos integrantes do Black Dog, banda bastante conhecida na região por prestar tributo ao Led Zeppelin. Fizeram um set curto, tocando duas do Led: "Good times/Bad times" e "Whole Lotta Love", assim como "War Pigs" do Black Sabbath. Mesm ocom um vocal be mdiferente, curti a vibe do guitarrista Fernando cantando "Ace of Spades" do Motorhead, mas curiosamente já não achei tão legal ele cantando "2 Minutes to Midnight" do Iron Maiden. De qualquer forma fizeram uma apresentação que agradou bastante o público presente. O trio se completa com os irmãos, e também produtores do evento, Ives e Cristian Pierini, respectivamente, Baixista e Baterista.

Hicsos

Para encerrar o evento, nada mais justo do que o Hicsos fazer isso. O começo de sua apresentação foi prejudicada por uma falha técnica que fez com que as guitarras sumissem e assim que o problema foi resolvido, a intro voltou ao som e o grupo entrou de sola e com mais sangue nos olhos ainda para fazer seu "Thrashcore". (alguém lembra desse termo ?)
Sua apresentação se revezou em um set de todos seus cd´s, não faltando músicas já bem conhecidas do grupo como "Eatin`Concrete", "Horrospital" e "Pátria Amada". No final do set, músicos de outras subiram ao palco para tocarem "United Forces", clássico do S.O.D.que fala sobre a união entre Punks e bangers e que na ocasião do evento fazia muito sentido sobre tudo que acontecia ali naquele momento.


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Heavy Drink comprova o sucesso do rock underground na zona oeste.


HEAVY DRINK – BANGU ROCK FEST
Cara de Porco + Secreção + Quadrilha Neolatina + Carminium
Heavy Drink – Bangu/RJ
28/07/2018
Texto e Fotos por Luis Carlos

Cara de Porco


O Heavy Drink é um evento que já acontece na zona oeste do Rio há um bom tempo, precisamente no bairro de Bangu, por ardorosos fãs de Heavy Metal que resolveram unir o útil ao agradável fazendo com que as pessoas se unam para celebrar a amizade com uma boa cerveja e muita diversão, e claro, tendo o rock pesado como trilha sonora.
Os eventos já aconteceram em outros locais, tendo rolado inclusive na chamada e conhecida Praça da Guilherme, que fica entre os bairros de Bangu e Padre Miguel, mas que acontecia somente uma vez por ano. Eu mesmo toquei em uma edição com minha extinta banda, The Black Rook. O bacana disso tudo é que os fãs comparecem em peso e por mais que você diga que eles só vão porque é de graça, nem tudo é assim, pois nessa mesma edição que eu toquei, apesar de uma tempestade que alagou Bangu, o público compareceu em torno de umas 200, 250 pessoas. Só atento para uma pequena parte dele ainda careça da consciência de que o espaço é de um show e que seria essencial que fossem para curtir as bandas, não para ficarem do lado de fora batendo papo. 
Os eventos acontecem agora em outro espaço, curiosamente perto de onde moro, e já tiveram dois eventos. Ambos contando com bandas covers. Um deles não foi de graça, e ainda assim, o público compareceu em peso para conferir os eventos. O mesmo se repetiu nesse, que em especial, contava com a banda mais querida da zona oeste, o Cara de Porco. Aliás, banda querida entre fãs das mais diferentes vertentes, mas que colocam a diversão acima de qualquer regra, provando que o Heavy Drink ainda dá um banho em muitos coletivos que mais parecem dividir do que conquistar.
O evento em questão era o Bangu Rock Fest. O cartaz vinha com um símbolo do clube Bangu, ou seja, mais banguense impossível. A já citada banda ainda veio com novidades, já que estava lançado seu terceiro disco, “Cada cão lambe sua caceta”, e por intermédio da prévia de um novo clipe que o grupo lançou algumas semanas antes da música “Caranguejo não tem pescoço”.
A primeira banda a se apresentar foi o Carminium, uma grupo de jovens músicos que me surpreendeu pela boa música em um estilo que curiosamente parecia fundir o alternativo com passagens setentistas, principalmente pelo vocalista Caudo Feitosa que mandava lá seus agudos típico de vocalistas como Ian Gillan, mas com aquela vibe meio Chris Cornell. Aliás, Caldo também toca teclado. Suas canções autorais são excelentes, destaque para Social Phobia e uma, que eu não acabei não captando o nome, mas inspirada no filme Taxi Driver. Também tocaram dois covers: Black Night (Deep Purple) e My Generation (The Who). O grupo tem futuro, carece ainda de maturidade, mas nada anormal para uma banda ainda jovem. Gostei bastante do Carminium. 
Carminium
A seguir veio o Secreção, banda com mais estrada e conhecida da galera da zona oeste. Seu som té um hardcore bem tocado e ora cantado em português e inglês, mas com um pezinho no Metal em algumas passagens de sua música. O trio é muito bom, ainda mais seu baterista Tiago, que toca como se estivesse tocando Jazz. Canções como "Invasão Militar" e "Música parta crianças" fizeram o público agitar o mosh no evento, já que o grupo foi responsável pelo que o público viesse a frente de vez para curtir as bandas e dali não saíssem mais.
Secreção
A terceira banda dispensa apresentações já que o Cara de Porco é a banda mais conhecida do cenário underground da zona oeste, uma banda que agrada todo tipo de público, visto que curtindo o som deles você via desde pessoas aparentemente normais em visual mais familiar até jovens Punks. Não faltaram suas músicas mais conhecidas e o grupo tocou músicas novas também já que promovia seu disco novo. Canções como "Cada cão lambe sua caceta", música que dá nome ao disco, e "Linda cracuda" comprovam que a música da banda continua direta e divertida, com letras irônicas e também com cunho social, caso de "O Circo". O público veio abaixo, tanto que quase a grade na frente do palco caiu, além do palco que quase abriu e deu um susto no vocalista Marcelo "saci" ao ficar dando pulo. Anderson, seu parceiro de vocal, contribui ainda mais para as vozes do grupo, além é claro, da já conhecida e hilária dança que eles fazem durante a execução de uma música. Parece uma mistura de "James Brow com Genival Lacerda". O povo se acaba de rir, e eu idem. Não seria diferente.
Cara de Porco dançando com o público.

Para encerrar o evento, aquela que deveria abrir o show para que eu não tivesse que aturar uma banda tão chata e sem graça naquela hora, já que já estava bem tarde, tipo mais de duas da manhã, e ter que assisti um grupo que consegue a proeza de estragar o Rock e o Sertanejo é de doer. Você vê que a banda, Quadrilha Neolatina, quer ser engraçada em sua apresentação, mas trava em uma sonoridade tão ruim que desanima. A anda parecia estar ensaiando em cima do palco. Na sua formação tinha um percussionista que eu juro que fiquei tentando achar o seu instrumento no que acontecia ali. E se já não bastasse a música ruim, ainda tiveram a façanha de estragar as músicas do outros, como na horrorosa versão de "War Pigs" do Black Sabbath. Nesse caso, se o intuito é só ser engraçado, na boa, falta muito, ainda amais para quem viu um Cara de Porco antes, que sabe fazer isso como poucos.
Quadrilha Neolatina

O Heavy Drink encerrou sua terceira edição com chave de ouro. Tcheco, organizador do evento, e sua equipe estão de parabéns mais uma vez pelo trabalho realizado, feito com muito amor e dedicação ao som pesado que tanto gostam, e que venha Setembro agora com uma nova edição e que será dedicada exclusivamente ao Metal. O evento será pago, e espero que o povo continue acreditando como sempre e compareça em peso, porque só assim continuarão tendo eventos.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

ROLLANDO STONES em um maravilhoso tributo aos Rolling Stones no Teatro Rival.


ROLLANDO STONES

Teatro Rival – Centro / RJ
26/07/2018

            Texto e fotos por Luis Carlos




O dia já era de festa para quem curte o som dos Stones, pois Mick Jagger, vocalista do grupo, comemorava seu aniversário no mesmo dia, e melhor do que aconteceu no rival diante do que eu vi, só mesmo se o próprio aparecesse por lá.

Mas acreditem, com ou sem o Jagger original por lá, Emerson Ribber, vocalista do grupo, não deixou por menos em uma apresentação épica onde ele cantou demais e também é dono de uma presença de palco ímpar. Você pode até dizer: “Ah mas é uma banda cover...”, mas, meus amigos, não é qualquer banda cover, e sim, um grupo formado por músicos gabaritados e com presença em bandas como Nando Reis, Kid Abelha, Lobão, etc. Ninguém ali brinca em serviço. São artistas fundamentais do Rock Brasileiro e com um domínio de seus instrumentos como pouco. Existem muitas bandas covers, mas isso não significa que você seja como aquelas ruins de boteco. O grupo como um todo é formado por excelentes instrumentistas, e até mesmo na falta de um deles, como foi ontem como Fernando Magalhães que estava tocando em SP com o Barão Vermelho, o tributo teve a presença de ninguém menos que Rick Ferreira, lendário guitarrista do Raul Seixas. Aliás foi muito engraçado quando algumas pessoas gritaram: “Toca Raul !”

O grupo se chama Rollando Stones, aliás, uma excelente nome que partiu do guitarrista Ronald Oest, e, que levou o Rival abaixo em um tributo aos Rolling Stones tocando seus maiores clássicos. Quem curte não teve o que reclamar do set, apesar de que eu ficaria feliz se tivesse tocado “Pain it Black”, mas reclaamar disso seria chatice de minha parte já que o grupo tocou uma canção que eu não contava que tocassem, “Angie”. Fiquei com os olhos marejados. A empolgação foi tanta que acabaram tocando mais duas canções no bis: “Sympaty for the Devil” e “Satisfaction”. Aí o palco já tinah sido tomado até mesmo pelos convidados da noite, a cantora Danni Carlos e um cara que é outra lenda do Rock Brasileiro: Arnaldo Brandão, que para quem não sabe, tocou com artistas como A Bolha, Caetano Veloso e Raul Seixas, fazendo parte também de bandas como Brylho e Hanoi Hanoi. Também é autor de músicas como “O Tempo não para” do Cazuza e “Rádio Blá” do Lobão. Falando mais um pouco dos convidados, Danni Carlos cantou com o grupo “I`m Free” e “Jumping Jack Flash” e Arnaldo Brandão com “You Can't Always Get What You Want” e “Honk Tonk Women”.

Não faltaram clássicos atrás de clássicos como “Let´s Spend the Night Together”, “Gimme Shelter”, “Like a Rolling Stones” e “Brown Sugar”, entre outras. Voltando o falar da banda e de que meu ainda não tinha mencionado, o tecladista Alex, um “Americano mais Brasileiro que tudo”, como disseram no palco, além de tocar muito canta super bem. Felipe cambraia, baixista, toca super bem e faz sua apresentação de maneira divertidíssima, e para fechar, o batera, Kadu Menezes, uma enciclopédia do instrumento, é o carisma em pessoa. Que apresentação maravilhosa, “LIKE A ROLANDO STONES !!!



Uganga, música sem fronteiras e de muita qualidade.

O Uganga é uma banda que vem se destacando no cenário brasileiro pelo que faz, porém, indo além do que tem como padrão de um estilo ao f...