quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Jackdevil, as novidades de uma excelente banda do metal Brasileiro.



Recentemente fomos surpreendidos pela informação de que a formação clássica do Jackdevil estava de volta, e de cara lançando uma nova música. Sorte a nossa e de todos headbangers brasileiros que podemos contar agora com uma banda mais forte do que nunca e que tem a somar ainda mais nessa cena rica e excepcional do Metal Brasileiro.
Vamos ao papo !

Por Luis Carlos
Foto: divulgação


1 – A primeira e inevitável pergunta para o Jackdevil. Por que a separação e agora esse retorno?

O primeiro a sair foi o Filipe Stress em 2016. A razão de sua saída foi a nossa implicância pelo fato dele estar montando uma nova banda. Nós estávamos errados, na época fomos muito imaturos e não soubemos nos entender. Ele preferiu se a afastar da banda. Já o André Nadler saiu após o retorno da turnê européia em 2017. Ele inclusive emitiu uma nota explicando a todos os motivos. Na minha opinião ele estava precisando de um tempo de afastamento da banda para resolver alguns problemas pessoais. Eu e ele temos uma ligação muito forte, pois nos conhecemos há muitos anos, então com tempo e conversa conseguimos nos acertar. A razão do retorno da formação original deu-se pelo fato de todos se sentirem donos do que nós conquistamos com a banda e enxergarem viabilidade nesta reunion. Também, é claro que rolou uma saudade (risos). Acredito que voltamos por que ainda temos uma missão a cumprir. Retornamos porque acreditamos no Metal do Brasil. O Jackdevil sempre foi um grito de resistência e muitos se identificam com a nossa luta.


2 – Vocês pegaram os fãs de surpresa anunciando a volta de antigos integrantes e de cara mandaram uma música nova: “Metal Madness”. Falando dela, conte-nos um pouco sobre a música.

Metal Madness é uma música que consegue condensar muito bem a musicalidade do Jackdevil. Nós decidimos lançá-la juntamente com a notícia da volta da formação clássica justamente para fortalecer a ideia de que este retorno é definitivo e não apenas um artifício midiático para tentar chamar atenção ou fechar alguns shows específicos. Ela foi gravada no Atom Music Lair pelo Chirs Wiesen e Filipe Stress que realizaram um excelente trabalho, na opinião da banda. O Filipe Stress vem gravando e mixando os nossos materiais desde o Evil Strikes Again, a vantagem da própria banda cuidar da gravação dos seus discos é que assim conseguimos lançar um material totalmente compatível com a nossa concepção. 


3 – Acredito que isso seja um recomeço, então, quais são os planos do Jackdevil daqui em diante?

Isso mesmo, estamos encarando todo este processo como um recomeço e uma oportunidade de fazer mais e melhor do que antes. Estamos em fase de pré-produção do próximo disco. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2019. Estamos com o repertório em mãos e vamos gravar no Atom Music Lair em São Paulo em Janeiro de 2019. É isso, vamos continuar produzindo materiais inéditos, não queremos viver do passado. Estamos também planejando uma turnê de divulgação do disco novo na América Latina e no Brasil.


4 – O Jackdevil é uma banda que já tem uma boa estrada pelas turnês que fizeram. Quanto ao Brasil, ainda pesa por ser um país muito grande e com poucas possibilidades, e mais o fato de vocês não serem de uma região que não tem tanta tradição como, por exemplo, São Paulo ou Minas Gerais?

Tudo começou em São Luis/MA. Mas hoje o Ric Mukura e o Filipe Stress moram em São Paulo e isso já nos ajuda bastante, principalmente no quesito de realização de turnês. Assim, eu e o Andrezão estamos organizando a nossa mudança pra São Paulo para facilitar o trabalho com a banda. Por muitos anos nós lutamos contra essa ideia, mas neste momento enxergamos que não há outra alternativa senão esta. Vamos com a cara e a coragem. Saímos de São Luis mas nunca iremos esquecer nossas origens e a luta de todos os headbangers que moram longe dos grandes centros urbanos.

Divulgação e venda do novo single.
5 – Falando de sua cidade, eu mesmo já tive oportunidade em tocar nela quando fiz uma turnê norte/nordeste com a Statik Majik. Gostei bastante, inclusive. Quais são os prós e contras da cena daí e que bandas vocês destacariam?


A cena do Nordeste/Norte é muito forte, existe nítida a paixão e empenho daqueles que trabalham com o Metal. O público se destaca e geralmente as bandas do eixo sul-sudeste fazem grandes shows por aqui. Com relação às bandas maranhenses que estão na ativa posso destacar de a Grave Reaper, School Thrash, Nordeath e Leopard Machine. 


6 – Tempos atrás o Jackdevil foi acusado de ser uma banda de White Metal. Qual a opinião de vocês a respeito dessa polêmica? Isso realmente pesa mais para bandas como vocês que tem uma sonoridade de um público, digamos, mais purista?

Hoje em dia isso não nos pesa em nada. Não ligamos para haters, mas sabemos que eles são grandes divulgadores do nosso trabalho. Na verdade nós damos muitas risadas dessas "acusações" e dos babacas que acham que estão nos prejudicando ao difundir fake news. Nosso inimigo é outro, nós temos nossa própria luta: nos esforçamos pra nos manter vivos nesse país cheio de contradições e continuarmos firmes para buscar nossos sonhos. E àqueles que acharam que o Jackdevil estava morto, tomem esse retorno na cara e engulam seco, essa é a única alternativa deles. Nós sabemos de onde viemos e mantemos firmes a nossa essência. 


7 – Gostaria que vocês falassem um pouco sobre cada trabalho lançado pelo Jackdevil e o que cada um deles representa na carreira da banda.

Nosso primeiro lançamento foi o Under The Satan Command (2012), sendo uma demo com 5 músicas. Foi o início de tudo, este trabalho teve uma grande repercussão principalmente pelo destaque dado pela revista Roadie Crew e pelo estouro do clipe da faixa título da demo. Em 2013 nós lançamos o EP Faster Than Evil. Neste material nós tivemos nossas primeiras experiências conscientes dentro de um estúdio e ele se tornou a nossa referência de composição e mixagem no futuro. Na época do lançamento nós disponibilizamos o download gratuito e milhares de pessoas baixaram. Foi o primeiro registro nosso que trazia um solo de baixo: a intro da faixa Bastards in the Guillotine. Em 2014 lançamos o Unholy Sacrifice como debut e tivemos excelentes resenhas e críticas da mídia especializada e do público. Este disco fora lançado pela Urubuz Records do RJ e rendeu inclusive lançamento em vinil. Os destaques ficam para a faixa Age of Antichrist que ganhou um video clipe e para a canção Thrash Demons Attack que se tornou um hino da banda. 
Em 2015 lançamos o Evil Strikes Again. Este disco foi um divisor de águas na nossa história pois marca o início das nossas tours internacionais. Tocamos no Paraguai, Chile e Argentina com o lendário Onslaught e fizemos duas tour Européias.
Em 2016 a Urubuz Records lançou o Back to the Garage, uma compilação da nossa demo e do EP. Foi uma ótima oportunidade para quem queria adquirir estes materiais que a banda deixou de vender em 2013. Por fim, lançamos o single em streaming Metal Madness com a capa que ilustra exatamente o que a letra fala.


8 – Deixem suas considerações finais para os leitores do Arte Condenada.
Primeiro destacar a nossa gratidão pela oportunidade concedida pelo Arte Condenada, em nome do Luís Carlos. Nós realmente enxergamos a importância do trabalho executado por este blog, bem como a resistência por trás de cada dia de produção de conteúdos novos. Muito Obrigado por tudo. Aos leitores eu também deixo meus agradecimentos e me coloco a disposição para responder qualquer questionamento via redes sociais. Obrigado a todos e vamos caminhar juntos porque ainda há muito o que fazer. Valeu!!

2 comentários:

  1. Excelente retorno, vi o show deles aqui no RJ e foi muito bom, desejo sucesso a banda.

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    Respostas
    1. Verdade Tarcísio, eles são muito bons no que fazem. Abs

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